Primeiros habitantes e Formação da Sociedade Brasileira

Vamos entender, nesta matéria, como se deu o processo de formação da sociedade brasileira, essa mescla de culturas distintas vindas de várias partes do mundo.

Uma primeira perspectiva apresenta a história do Brasil a partir da chegada dos portugueses em 1500 e confere pouca importância às sociedades preexistentes, já que suas tradições teriam sido absorvidas e moldadas às necessidades econômicas europeias.

Uma segunda perspectiva, que consideraremos, usa o ano de 1500 como referência, mas interpreta o descobrimento como um processo de conquista e de interação de portugueses, indígenas, africanos e levas de imigrantes, inicialmente portugueses e, posteriormente, de outros grupos europeus e asiáticos que aportaram aqui ao longo do tempo.

Os primeiros habitantes foram chamados de índios, nativos ou aborígines. Contudo, não eram originários dessa terra, pois chegaram de outros lugares em migrações oriundas principalmente da Ásia.

Existem várias linhas de explicação de seus deslocamentos para o continente americano. Todas essas correntes levam em consideração a Era Glacial (28.000 a 10.000 anos), que teria congelado mares e diminuído o nível das águas do Pacífico, permitindo a passagem por ilhas hoje submersas e por conjuntos de água solidificados.

O que podemos afirmar é a existência de uma diversidade significativa de povos, de organizações sociais, de ordenamentos políticos e de desenvolvimento técnico no continente americano.

As civilizações Maia, Asteca e Inca, por exemplo, foram grupos humanos que atingiram o sedentarismo devido à sua complexidade organizacional, demonstrando essa diversidade anterior à presença europeia, além de grupos nômades e seminômades que desenvolviam uma agricultura de subsistência.

No Brasil, podemos assinalar a presença de um tronco humano conhecido por tupi. Dentre as comunidades que falavam variações da estrutura linguística tupi, destacaram-se os carijós, os tupinambás, os potiguaras, os caetés, os tapes e os tabajaras, entre outros. Os grupos que não tinham essa estrutura linguística eram chamados de tapuias (bárbaros).

As comunidades indígenas se organizavam em tribos, que se comunicavam entre si, mas eram autônomas. Cultivavam a mandioca, a batata-doce, a abóbora e o milho, mas eram atividades complementares que não os impediam de se deslocarem. Suas malocas eram produzidas com material orgânico.

As atividades das aldeias eram compartilhadas pelos homens, que defendiam a comunidade, caçavam e pescavam, e pelas mulheres, que cuidavam das crianças e dos idosos, preparavam os alimentos e trabalhavam na coleta e na agricultura.

A guerra era constante e incluía, em alguns casos, a realização de rituais antropofágicos.

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Comentários

Samuel da Silva Alencar

“A primeira marcante mistura aconteceu no momento em que as populações indígenas da região entraram em contato com os colonizadores do Velho Mundo”.

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