Europa pós-Napoleônica – Congresso de Viena

Após o intenso período de governo de Napoleão Bonaparte, a Europa precisava de uma reestruturação. Com esse fim foi organizado um Congresso entre os países europeus, na cidade de Viena.

As principais potências que tiveram participação efetiva foram a Áustria, a Inglaterra, a Prússia, a Rússia e a França, as quais estabeleceram princípios de restauração, equilíbrio e legitimidade. O objetivo era alcançar a paz e conter novas revoluções por meio de uma política conservadora e antiliberal, na qual havia forte censura e o estabelecimento de uma religião oficial.

A restauração referia-se ao poder, que fora restituído aos absolutistas que governavam no período anterior à Revolução, ou seja, a legitimidade do poder, e às fronteiras geográficas, que foram definidas também com base no que havia anteriormente, porém com algumas agregações às potências mais poderosas ou desagregações às subordinadas. Entretanto, essas divisões não levaram em consideração as etnias, gerando conflitos. Essa definição de fronteira durou até a Guerra Fria, quando surgiu o princípio de fronteira ideológica.

Já o equilíbrio refere-se à harmonia de poder e recursos entre as potências, de modo que uma não pudesse suprimir a outra, como fez a França com Napoleão.

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Embora a divisão territorial tenha prejudicado algumas etnias com a sua separação, o Congresso de Viena gerou resultados favoráveis a alguns grupos sociais, como os escravos, devido à tratados que defendiam proibição do tráfico no hemisfério norte, além de planos que melhoravam as condições dos judeus.

Apesar de as medidas tomadas serem de repressão aos ideais oposicionistas, surgiram grupos que se organizavam em sociedades secretas, como os maçons, na França, e defendiam princípios de liberdade e independência.

Com o objetivo de manter a paz que seria alcançada com as medidas do Congresso, foi criada a Santa Aliança, uma união entre as potências cristãs com exceção da Inglaterra, para conter possíveis revoluções e revoltas contrárias ao poder absolutista. Entretanto, devido a falta de apoio dos ingleses, que defendiam o liberalismo e a independência dos países da América Latina, em busca de um maior mercado consumidor, a aliança fracassou e em 1830 já surgiam novas revoluções liberais e nacionalistas.

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