Sisu 2012 oferecerá 100 mil vagas

Nesta ultima quarta-feira (23), o ministro da Educação Fernando Haddad divulgou, em audiência realizada pela Comissão de  Fiscalização Financeira e Controle da Câmara  dos Deputados, que o próximo Sistema de Seleção Unificada (Sisu 2012/1) deverá oferecer 100 mil vagas em instituições públicas para os estudantes que participaram do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2011. Um significativo aumento de aproximadamente  20% em relação ao Sisu do primeiro semestre  de 2011, que ofertou 83 mil. A ferramenta foi criada pelo Ministério da Educação (MEC) em 2009 para unificar o processo de seleção de universidades públicas do país e permite ao estudante disputar vagas em diferentes instituições.
Na edição do primeiro semestre de 2010, aderiram ao Sisu 83 instituições de ensino superior, das quais 39 eram universidades federais, cinco universidades estaduais, 38 institutos federais de educação, ciência e tecnologia e uma instituição isolada. Segundo o ministro, o detalhamento das vagas que serão oferecidas em 2012, no âmbito do Sisu, será feito nas próximas semanas.

Perguntado por deputados da oposição sobre o aumento dos contratos firmados para a realização do Enem, Haddad justificou que o custo do procedimento de avaliação é menor do que o de outros vestibulares feitos no país e destacou que foi necessário aumentar os investimentos para reforçar os aspectos logísticos e de segurança. “O custo de aplicação é inferior a R$ 50 por aluno. Qualquer vestibular tem uma taxa de inscrição superior a R$ 100 e é feito em meia dúzia de cidades. O Enem é aplicado em 1,6 mil municípios e dá isenção a três quartos dos candidatos (alunos de escola pública)”, disse.

Sobre os problemas ocorridos nas edições do Enem desde 2009, Haddad voltou a comparar o exame a outros testes de seleção, como o americano SAT, que, segundo ele, também são alvo de fraudes. Para Haddad, um exame com a dimensão do Enem sempre terá algum tipo de contratempo. “Contratamos esse ano uma empresa de gestão de risco para mapear onde atuar para inibir práticas criminosas, mas não se iludam. Elas vão continuar ocorrendo”, afirmou o ministro.

“Vamos ter de enfrentar bandido. O Exame da Ordem (dos Advogados do Brasil) tem quantos anos? A Operação Tormenta, da Polícia Federal, dá conta do número de concursos (alvo de fraudes). Temos que enfrentar o crime organizado e desorganizado”, completou Fernando Haddad na Câmara dos Deputados.

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