Semântica no ENEM II: Polissemia, ambiguidade e paráfrase

No artigo anterior aprendemos algumas noções de semântica que ajudam a responder muitas das questões na prova de Linguagens do ENEM e também garantem boas notas na redação dissertativa proposta nesse exame. Para recordar, foram: sinônimos, antônimos, homônimos e parônimos, você pode conferir aqui.

O atual artigo continua com o tema, trazendo novos tópicos sobre semântica para que você possa resolver as questões propostas com muito conhecimento. Os temas tratados nesse artigo, polissemia, ambiguidade e paráfrase são valiosos tanto para resolver as questões objetivas, quanto para escrita de uma redação nota mil no ENEM, tal como os conteúdos que foram abordados no artigo anterior.

Polissemia: é a multiplicidade de sentidos que uma palavra pode ter. Ela é formada por “poli” (polys) –“ muito” e por “sema + ia”  – “significação”. Deste modo, é o conjunto dos diferentes sentidos de uma mesma palavra. É um recurso frequente no humor e na propaganda, porque possibilita usar menos palavras para dizer mais, como a exploração de palavras de duplo sentido.

Mario Perini, na Gramática descritiva do português (2000, p. 251) afirma que a Polissemia confere às línguas humanas a flexibilidade de que elas precisam para exprimir todos os inúmeros aspectos da realidade. Veja o exemplo a seguir:

Ambiguidade: a ambiguidade consiste em atribuir a um significado mais de um sentido, ele acontece no nível discursivo, das frases e textos. Pode ser usada como um recurso expressivo, principalmente em poesias, anúncios publicitários, piadas, etc. Porém é encontrada com frequência como um problema no texto, porque impede a compreensão clara de um enunciado. Por isso, é muito importante aprender a identificar esse recurso, sobretudo na hora de escrever sua redação para o ENEM.

Paráfrase: é a equivalência de sentido geral que se estabelece entre um enunciado e outro. É usada geralmente para representar uma maneira mais compreensível de algum conteúdo, ajudar a memorizar alguns textos quando se estuda, pode ser usado também para citar opiniões e ideias sem repetir exatamente o que o autor disse/escreveu. Deste modo, configura-se como uma interpretação, explicação ou nova apresentação de um texto. Funciona como um sinônimo do texto ou enunciado.

Exemplo:

1-“- Antônio disse que você é 8 anos mais velho que Carlos.

-Na verdade, Carlos é que é 8 anos mais novo que eu.”

2-  Paulo quebrou o vaso novo da sala.

 O vaso novo da sala foi quebrado por Paulo.

Veja uma questão do ENEM de 2019 que pode ser solucionada a partir do conhecimento em semântica:

Observe que a questão explora os sentidos de “calçar os sapatos” e “primeiro passo” para atingir o efeito desejado. A reposta correta é a alternativa E.

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