Redação: Entendendo o Gênero Descritivo

E cá estamos nós em mais uma semana da nossa série sobre gêneros textuais! E adivinhem? Trataremos de mais uma das possibilidades dos gêneros da seletiva da Unicamp, a universidade mais criativa em termos de propostas de redação. Pelo tanto de gêneros que vimos semanalmente aqui e que podem cair no dia da prova de redação do vestibular da Comvest, já podemos dizer isso dela, concordam?

O tipo de texto analisado hoje é a descrição. A princípio, pode parecer uma produção bastante simples de ser feita e realmente é no dia a dia. Já tentaram fazer um amigo lembrar-se de outra pessoa descrevendo as características físicas e até a personalidade do indivíduo em questão? Então vocês já fizeram pelo menos uma descrição. No entanto, como sempre há essa ressalva, em um contexto de prova, mais formal, são necessários sempre alguns cuidados mais específicos.

Definição

A descrição nada mais é do que detalhar as características de uma pessoa, cenário, objeto, elementos envolvidos em uma situação que se desenrola (uma conversa num bar ou um protesto, por exemplo), entre outras possibilidades. Frequentemente encontrada no meio das narrações (veja o gênero narrativo), ela auxilia o leitor na formação de uma imagem mental do que está sendo detalhado, ação essa que pode ajudar muito a cativar a atenção do público do texto.

A descrição pode envolver puramente os itens visíveis aos olhos (roupas e suas cores, altura, tipo e cor de cabelos, por exemplo), as impressões sensoriais (perfume, sabor, temperatura ao toque, etc.) ou até mesmo os impactos emocionais que o elemento descrito causa no autor. Essa última categoria é caracterizada como subjetiva, já que trata das impressões pessoais causadas ao observador, enquanto que as anteriores são consideradas mais objetivas.

Requisitos

  • Por tratar-se de um contexto formal, ao ser exigida no vestibular, a descrição muito provavelmente exigirá a norma padrão da língua portuguesa;
  • Não há exigência em termos de qual pessoa utilizar, já que o autor pode mencionar as impressões que o objeto descrito causa nele e, consequentemente, utilizar-se da primeira pessoa, que ajusta-se tão bem quanto a terceira, que aparecerá com mais frequência em descrições mais objetivas e “neutras”;
  • Os adjetivos muito provavelmente vão dominar este tipo de produção, já que são eles os encarregados de dar qualidades e defeitos ao que definem. Os verbos não aparecerão tanto, sendo predominantes os de estado, como “ser”, “estar”, “tornar-se”, “parecer” etc.
  • As repetições podem ser uma armadilha neste gênero, e é por isso que um vocabulário rico é essencial para o sucesso de uma produção como essa. A leitura aparece aqui como ferramenta mais eficaz para garantir isso.

O que acharam do gênero dessa semana? Já fizeram alguma produção como essa num contexto mais formal, além de quando estavam descrevendo alguém para o amigo que não lembrava de jeito nenhum da pessoa? Contem suas experiências pra gente nos comentários e até a semana que vem!

 


*Vanessa Christine Ramos Reck é graduada em Letras na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e fluente em mais três idiomas: Inglês, Espanhol e Francês. Além disso, é corretora do Curso Online do infoEnem. Seus artigos serão publicados todas as quintas, não perca.

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