Urbanização Brasileira – Geografia Para o Enem

A Revolução Industrial e suas consequências afetaram o mundo de diversas formas, nos âmbitos social, econômico e ambiental. Durante o século XX, uma das consequências da industrialização no Brasil foi a urbanização, assunto deste artigo de revisão de geografia para o Enem. Mas antes de falar sobre esse processo no Brasil, vamos entender um pouco mais sobre o conceito de urbanização.

A partir da etimologia da palavra, já é possível observar que este fenômeno está relacionado às cidades, ao urbano. Antes da industrialização, não havia grande oferta de trabalho nas cidades, o que fazia com que a maior parte da população vivesse no campo. Quando as indústrias começaram a se instalar, as pessoas viam oportunidades no entorno e migravam do campo para a cidade, o que pode ser chamado de êxodo rural. A partir de então, as cidades cresciam tanto populacional quanto territorialmente, ou seja, ocorria a urbanização.

Em 1940 a população urbana brasileira constituía apenas 31% do total, percentual que foi aumentando até chegar a 50% na década de 1970, quando a população urbana se tornou igual e depois maior do que a rural. De acordo com o último censo do IBGE, em 2010, as cidades abrigavam 84% da população, ou seja, dos 191 milhões de habitantes, apenas 29 milhões viviam no campo.

Imagem panorâmica da cidade do Rio de Janeiro.

Entretanto, embora muitos vejam isso como progresso, também há uma série de resultados negativos desse processo. Muitas cidades brasileiras não estavam preparadas pra receber essa grande contingente populacional. Nem todas essas pessoas que migravam do campo conseguiam ficar no centro das cidades devido às suas condições financeiras, o que levava à necessidade de se instalarem nas periferias. Além disso, ainda não havia infraestrutura de transporte e comunicação nessas áreas. Em consequência disso a ocupação desordenada levava a uma série de problemas ambientais que prejudicavam não só ao meio ambiente, mas também as próprias pessoas que se instalavam, como por exemplo quando havia ocupação de encostas de morros que podem ceder ou áreas sujeitas à inundação.

Com o aumento da urbanização também ocorreu o aumento da desigualdade. As áreas com mais indústrias, como por exemplo a região Sudeste, se desenvolveram de forma mais intensa, gerando maior riqueza. Já a região Centro-Oeste se desenvolveu devido à construção de Brasília. A região Nordeste é a que teve a urbanização mais lenta, com 73% da população vivendo nas cidades em 2010.

Além dos problemas já citados, existem outros característicos de locais que apresentaram um crescimento desordenado, como por exemplo o processo de favelização devido à falta de políticas habitacionais para abrigar as pessoas que saiam do campo e iam rumo às grandes cidades, como São Paulo e Rio de Janeiro, em busca de melhores condições de vida.

Ademas as políticas habitacionais, faltavam políticas ambientais para regular as ações das indústrias, o que aumentava em grandes proporções a poluição ambiental. E a oferta de empregos nas cidades aumentou, mas o fluxo migratório foi maior, o que fez com que muitas pessoas ficassem desempregadas, ou seja, aumentou o número de moradores de rua, a violência urbana, e outras consequências que vemos até hoje nas cidades.

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