Saiba o Que São as Conferências Sobre o Meio Ambiente

As questões relacionadas ao meio ambiente são cada vez mais discutidas ao redor do mundo. Entretanto, pouco ainda é feito para diminuir o nosso impacto sobre o planeta. A fim de definir metas para os países mudarem suas atitudes em relação aos recursos ambientais, são realizadas conferências que reúnem representantes de nações do mundo todo e discutem quais são os problemas atuais em relação ao meio ambiente e o que pode ser mudado para melhorar essa situação. Vamos então entender como elas são realizadas e quais foram os resultados das principais que ocorreram nos últimos anos.

Conferência de Estocolmo

A primeira conferência que trazia a atenção do mundo todo para questões ambientais foi realizada na cidade de Estocolmo, na Suécia, em 1972, e ficou conhecida como Conferência de Estocolmo. Realizada pela ONU – Organização das Nações Unidas, o evento alertou as pessoas para as consequências da exploração da natureza, como por exemplo o efeito de ilhas de calor nas cidades, o esgotamento de recursos como o petróleo e a água potável, a poluição dos solos, rios e mares e da atmosfera e o efeito da devastação de ecossistemas, entre outros. O encontro, que contou com a participação de 113 países, resultou em acordos e metas de redução dos impactos sobre o ambiente, como por exemplo redução das atividades industriais.

Para firmar estas metas, foi criado um documento denominado Declaração sobre o Meio Ambiente Humano, no qual os países participantes concordaram que os recursos naturais são esgotáveis e que seria necessário utilizá-los da melhor forma para que não acabem.

Além deste documento, a ONU criou o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, que tem como objetivo identificar os principais problemas a serem resolvidos e as melhores formas de reduzir o impacto sobre a natureza, além de monitorar o processo de mudança dos países que assumem estas responsabilidades.

Eco-92 ou Rio-92

Depois de Estocolmo, foi realizada a Eco-92 ou Rio-92, no ano de 1992, na cidade do Rio de Janeiro, a qual também ficou conhecida como Cúpula da Terra ou Cimeira do Verão.

Dentre os principais objetivos da conferência, estavam: a análise dos resultados do evento o 20 anos antes na Suécia; levar aos países menos desenvolvidos tecnologias que proporcionassem uma redução da poluição; propor soluções para reduzir as mudanças climáticas e; a poluição e tornar a relação homem-natureza mais sustentável.

Desta reunião resultaram cinco documentos que selam acordos de 172 países. Um dos principais documentos, denominado Agenda 21, apresentava 2.500 recomendações que os países deveriam seguir para atingir as metas definidas. Dentre estas metas estavam a erradicação da pobreza, a ampliação do acesso à educação, melhoria do saneamento básico, a redução da poluição e da exploração inadequada dos recursos naturais, a manutenção da biodiversidade e dos recursos, entre outras medidas que não envolvem somente o governo federal, mas toda a sociedade, dando importância também às pequenas atitudes, uma vez que com uma cooperação entre a população e os governos haveria uma maior probabilidade de atingir as metas. Os outros documentos, não menos importantes, foram a Declaração do Rio, a Declaração de Princípios sobre o Uso de Florestas, a Convenção sobre a Diversidade Biológica e a Convenção sobre Mudanças Climáticas. Foi criado também um Fundo para financiar as questões relacionadas à preservação ambiental e à sustentabilidade.

Rio+10

A conferência seguinte, denominada Rio+10, foi realizada em 2002, em Johanesburgo, na África do Sul. Também chamada Cúpula Mundial sobre o Desenvolvimento Sustentável, tinha como objetivo estudar os resultados das metas propostas na conferência realizada 10 anos antes, já que muitos dos países que estavam presentes não haviam feito grandes mudanças a fim de preservar o meio ambiente e propor novas mudanças e novos acordos.

Nesta, estavam presentes representantes de 189 países, que discutiram, além das questões ambientais, aspectos sociais, criando propostas de mudanças também neste aspecto, como por exemplo a diminuição em 50% a quantidade de pessoas abaixo da linha da pobreza até o ano de 2015. Além disso, também seria reduzida em 50% a quantidade de pessoas sem acesso à água potável e saneamento básico.

Entretanto, muitos objetivos não foram alcançados. Muitos países desenvolvidos não aceitaram as mudanças propostas em relação ao uso de recursos não renováveis, como o petróleo, e não chegaram a acordos com países menos desenvolvidos em relação às dívidas externas.

Um resultado positivo foi a continuidade do comprometimento com as metas da Agenda 21, o que foi selado pelo documento denominado Declaração de Johanesburgo. Contudo, prazos não foram determinados, o que dificultava o monitoramento das responsabilidades de cada país.

Rio+20

A conferência mais recente foi realizada em 2012, novamente no Rio de Janeiro, e foi chamada Rio+20. Esta também tinha como objetivo avaliar os resultados das conferências dos últimos anos, analisar as ações prejudiciais ao meio ambiente que devem ser erradicadas ou alteradas e propor soluções. O documento, que resultou dos acordos, foi chamado “O futuro que queremos” e destaca a importância da cooperação entre os países para atingir as metas da sustentabilidade. Entretanto, assim como na conferência de 2002, os resultados não foram satisfatórios, muitos países não aceitaram se comprometer com algumas metas ou não cumpriram o que haviam acordado anteriormente.

Sustentabilidade

É importante ressaltar que o termo sustentabilidade não se refere apenas às questões ambientais. Devem ser levados em consideração também os aspectos sociais e econômicos. Dentre os aspectos ambientais é importante ressaltar a preservação da biodiversidade, a manutenção das florestas, o combate à poluição, a redução da emissão de gases, a utilização de recursos renováveis. Dentre os sociais, a erradicação da pobreza e da fome, ampliação do acesso à saúde e educação e a redução das desigualdades. E dentre os econômicos, o desenvolvimento econômico por meio da utilização de mecanismos financeiros e administrativos que não causem prejuízos ao ambiente e à sociedade. Portanto, quando falamos de sustentabilidade, é importante não se atentar apenas às questões relativas à natureza, aos ecossistemas, mas à qualidade de vida das pessoas também.

A sustentabilidade é um tema cada vez mais discutido nas diversas esferas do conhecimento. Como consequência, também está presente em diversas questões de Geografia de grandes vestibulares e em Ciências da Natureza no Enem. É importante, portanto, além de pensar nas consequências dos nossos atos no cotidiano, refletir sobre possíveis questões que relacionam a sustentabilidade a outros temas interdisciplinares que são comuns nos exames.

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