Redação no Enem: Argumentos Racionais e Emocionais

O gênero exigido pela maioria das provas de redação dos vestibulares e concursos públicos brasileiros, inclusive o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), é a dissertação-argumentativa (clique aqui e saiba o que é e como estruturar esse tipo de texto).

Um texto dissertativo-argumentativo pressupõe que o seu autor disserte sobre o tema da proposta, isto é, escreva sobre ele e, ao mesmo tempo, opine de maneira embasada acerca de um ponto de vista sobre o tema proposto, obedecendo o recorte temático da proposta de redação.

Nesse sentido, é de fundamental importância que o autor opine de forma fundamentada, ou seja, expresse sua opinião baseada em argumentos sólidos e consistentes a fim de tentar convencer o seu leitor de que o seu ponto de vista é correto.

Por esse motivo é importante frisarmos que há argumentos mais adequados e recomendados do que outros no momento de escrevermos uma dissertação-argumentativa, especialmente no Enem.

Como o texto dissertativo-argumentativo é extremamente formal e imparcial – tanto que não é recomendado o uso da 1ª pessoa do singular – os argumentos mais adequados são os racionais, isto é, argumentos extraídos de áreas do conhecimento, como por exemplo, a História, a Filosofia, a Sociologia, a Linguística, a Biologia, a Matemática, dentre outras, por meio de citações de autores, dados estatísticos, resultados de pesquisas científicas etc.

Deste modo, os argumentos racionais, vindos da razão, são objetivos (como tudo deve ser em uma dissertação-argumentativa) e ajudam o participante do Enem a cumprir a segunda competência (leia mais), que é o uso das diversas áreas do conhecimento para abordar o tema e cumprir o gênero exigido.

Por outro lado há os argumentos considerados de ordem emocional, pois são oriundos da subjetividade e, por isso mesmo, não são recomendados em um texto objetivo como o dissertativo-argumentativo.

Desta maneira, argumentos de cunho religioso, por exemplo, são considerados argumentos subjetivos, pois trata-se de uma escolha pessoal. Além disso, é como diz o ditado: não se mede os outros pela sua régua. Além disso, quando há argumentos emocionais e subjetivos, geralmente a análise é enviesada pela emoção, o que não condiz com um texto formal e objetivo.

Por hoje é só, pessoal!

Até a próxima semana!

 


*CAMILA DALLA POZZA PEREIRA é graduada em Letras/Português e mestra em Linguística Aplicada pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Atualmente trabalha na área da Educação exercendo funções relacionadas ao ensino de Língua Portuguesa, Literatura e Redação. Foi corretora de redação em importantes universidades públicas e do Curso Online do infoEnem. Além disso, também participou de avaliações e produções de vários materiais didáticos, inclusive prestando serviço ao Ministério da Educação (MEC).

 
**Camila é colunista semanal sobre redação do nosso portal. Seus textos são publicados todas as quintas!

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