Redação – Conhecendo o Gênero Carta

A carta, dentre todos os gêneros já citados em nossa série, talvez seja o tipo de texto com a aplicação mais claramente “prática” no cotidiano. Apesar de todos os exemplos do dia a dia mencionados em cada um dos artigos sobre as dissertações argumentativa e expositiva e a narração, a carta é a primeira que nos remete a um visual concreto imediatamente após ouvirmos o nome.

Atualmente, muitas pessoas podem considerá-la obsoleta, já que as mensagens e os e-mails (que podem até ser parecidos com cartas, mas devido a alguns detalhes já constituem um gênero diferente) tomaram boa parte da comunicação entre pessoas. No entanto, em contextos formais, a carta ainda pode ser exigida, não apenas em vestibulares (mais uma vez o da Unicamp aparece como possibilidade), mas em cartas de referências de um emprego para outro, em comunicados oficiais do governo, da justiça e até mesmo ao fazer algo diferente para um amigo ou um crush, quando se quer entregar algo mais “palpável” e pessoal, escrito à mão, ao invés de mandar aquele “textão” digitado no celular.

Há muitas possibilidades dentro desse gênero, o que inclui até mesmo uma argumentação (convencer seu destinatário de que seu ponto de vista é o mais sensato), uma exposição (contar algo que aconteceu com você, como uma viagem ou uma festa) ou uma declaração, por exemplo. Porém, há alguns elementos que vão diferenciá-lo dos que estudamos anteriormente. São eles:

  • A interação com o leitor está liberada! Essa é inclusive uma das características mais marcantes da carta. Refira-se à pessoa para a qual está escrevendo, use a segunda pessoa e imperativos (com educação, por favor! Hahaha) à vontade!
  • O local e a data em que a carta está sendo escrita precisam vir na primeira linha. Especialmente nos vestibulares, esse detalhe “oficial” é bastante característico também.
  • Pensemos nos envelopes: os dados do remetente (quem escreve a carta) são colocados na frente – lado “liso”. Os do destinatário (quem a recebe), no verso – lado com a abertura. No caso de uma “carta-redação”, para a qual não há envelope, o destinatário é colocado no início, logo após o local e a data, como se fosse um vocativo, chamando a atenção do leitor para indicar que a mensagem que se segue é para ele. Um exemplo clássico é “Caro fulano,…“. Já o remetente aparecerá no final, como uma assinatura na carta. Um clássico encerramento com o nome do remetente é o “Atenciosamente, Fulano de Tal”, com o nome sozinha na última linha.

Uma boa ideia é pesquisar o visual da “carta-redação” para que não haja dúvidas de onde vai cada elemento desses. Há muitos outros tipos ainda mais específicos, como a carta de leitor comentando reportagens em revistas e jornais, as cartas comerciais e a carta aberta, por exemplo, dentre muitos outros. No entanto, hoje nos concentramos em um tipo mais específico, que é aquele que possui um autor e um interlocutor específicos.

Contem para nós nos comentários quais tipos de cartas vocês já produziram e quais desses outros tipos mais específicos gostariam de ver aqui na coluna! Até a semana que vem!

 


*Vanessa Christine Ramos Reck é graduada em Letras na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e fluente em mais três idiomas: Inglês, Espanhol e Francês. Além disso, é corretora do Curso Online do infoEnem. Seus artigos serão publicados todas as quintas, não perca.

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Comentários

Maria Almaiza de Medeiros Leoncio

Gostaria de saber como escrever uma carta aberta?

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