Conheça as diferenças entre fissão e fusão nuclear

Com a desenvolvimento da ciência e principalmente dos estudos da física quântica, o homem começou a entender e manipular, como nunca antes na história, a energia nuclear. Em outras palavras, começamos a aproveitar parte do gigantesco potencial energético dos processos de transformação de núcleos atômicos. Tanto para o bem quanto para o mal.

Neste artigo, veremos as diferenças teóricas entre a fissão e a fusão nuclear, além é claro de exemplos de aplicações e curiosidades de cada uma delas.

Vamos lá!

Fissão nuclear

A fissão nuclear é a “quebra” , ou divisão, de um átomo mais pesado em outros, evidentemente mais leves que o original. Na prática, esse processo ocorre com o bombardeamento de nêutrons em núcleos radioativos, gerando isotopos instáveis que, por sua vez, culmina com as rupturas desses núcleos, gerando uma reação em cadeia (pois outros nêutrons atingirão outros núcleos) e liberando uma grande quantidade de energia.

Temos diversos exemplos da utilização da fissão nuclear. Certamente, os mais conhecidos são a produção de energia elétrica, através da fissão do urânio, e a fabricação de bombas atômicas, como as que devastaram as cidades de Hiroshima e Nagasaki em 1945. Vale ressaltar que, a grosso modo, a diferença entre o reator de uma usina nuclear e a bomba atômica é que, no primeiro caso, a reação em cadeia é controlada. Nas bombas atômicas, não.

Fusão nuclear

Ao contrário da fissão, a fusão nuclear acontece quando dois elementos se chocam para formar um novo elemento, evidentemente mais pesado. A liberação de energia na fusão nuclear é muito superior que na fissão.

O melhor exemplo de um processo de fusão nuclear é o Sol. Isso mesmo! Toda a energia que recebemos do “Astro Rei” vem da fusão de átomos de hidrogênio, que se chocam e geram átomos de hélio.

Quanto a aplicação da fusão nuclear pelo homem, temos a bomba de hidrogênio, criada em 1952. Para se ter uma ideia, essa surpreendente arma de destruição gerou, apenas no seu teste inicial, uma liberação de energia mil vezes maior do que as bombas atômicas que destruíram as cidades japonesas no final da segunda guerra mundial.

Entretanto, por necessitar de elevadíssimas temperaturas e condições especiais de presão para acontecer, a utilização da energia de fusão nuclear para gerar energia elétrica ainda não apresenta viabilidade econômica. Fica a torcida para que em breve consigamos aplicar tais conhecimentos. Afinal, ao contrário da fissão nuclear, a fusão não apresentaria lixo radioativo. Isso porque, provavelmente, seria utilizada a fusão de átomos de hidrogênio, que resultaria na liberação de gás hélio (inerte e não-radioativo), sendo assim considerada uma produção de energia “limpa”.

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