Por que sou a favor das cotas sociais e raciais

Por Fernando Buglia. 

Como se fosse uma sequência de novelas globais, nós brasileiros sempre temos a polêmica do momento. Algumas com alto grau de importância. Outras, digamos, nem tanto. Lei seca, técnico da seleção brasileira, mensalão e um suposto estupro no BBB são apenas algumas que me vieram a mente após poucos segundos de concentração.

A bola da vez, principalmente entre os estudantes, são as cotas sociais e raciais. Todos sabem que essa polêmica está longe de ser nova. Mas a decisão do senado em reservar 50% das vagas nas universidades federais a estudantes da rede pública e ainda, parte dessa fatia, para estudantes autodeclarados negros, pardos e indígenas, trouxe o assunto novamente à tona.

E como toda polêmica que se preze (aqui me refiro exclusivamente àquelas importantes), ambos os lados ostentam defensores inteligentes e bem intencionados. Ataques com argumentos sólidos e convincentes são lançados em todas as direções e sentidos.

Como ex-estudante de escola particular, ex-estudante de universidade pública, professor de ensino médio e cursinho pré-vestibular e principalmente como cidadão, me sinto a vontade em deixar, humildemente, a minha opinião. Tanto as cotas sociais, quanto as raciais são adequadas, necessárias e justas. Portanto, devem ser consolidadas e aperfeiçoadas com urgência. Darei os motivos que me levam a pensar assim.

 

QUANTO AS COTAS SOCIAIS

As cotas sociais, a meu ver, apresentam de maneira escandalosa os motivos para sua própria existência. O abismo existente entre as escolas particulares e públicas do ensino básico fornecem, claramente, oportunidades distintas a estudantes de classes sociais diferentes.

Sem as cotas para os menos favorecidos, candidatos das classes mais abastadas continuarão conquistando, em larguíssima escala, as tão almejadas vagas nas melhores universidades brasileiras. Uma sociedade que visa remover, pelo menos em parte, uma enorme diferença social, não pode se dar esse luxo. Em outras palavras, se quisermos mudar esse triste quadro, precisamos de pessoas pobres se formado como engenheiros, médicos e advogados nas grandes instituições do país.

Dentre as argumentações contrárias as cotas sociais, destaco (e rebato) as mais comuns:

1) O vestibular não deve privilegiar ninguém. Pobres e ricos são iguais e tem a mesma capacidade.

R. A ideia das cotas  não é privilegiar e sim minimizar a diferença de oportunidades. Temos escolas particulares que oferecem curso de francês, aula de teatro musicado e até fotografia.  Acha realmente justo um estudante vindo de uma escola desestruturada e que diversas vezes nem apresenta professores das matérias básicas, após uma década de diferenças, disputar a vaga em pé de igualdade? Justo definitivamente não é. Digo isso para não utilizar outras palavras mais apropriadas.

2) O correto seria qualificar o ensino básico público, igualando-o ao particular.

R. De fato, esse seria o ideal. Mas tal transformação, levando em consideração as dimensões continentais do nosso país e mesmo imaginando investimentos maciços, aliado ao comprometimento dos nossos governantes, levaria várias décadas. Estamos muito longe de começar a mudança, quanto mais concretiza-la. No contexto atual, tal argumento é utópico e seria quase a mesma coisa que cruzarmos os braços.

3)Os cotistas não terão pré-requisitos para acompanhar o curso e/ou  a qualidade das universidades irá diminuir.

R. Argumento poderoso. Entretanto, alguns estudos realizados por grandes universidades mostraram que o desempenho dos cotistas é igual (ou até superior) em relação aos estudantes vindos da ampla concorrência. Recomendo a leitura de duas matérias. Uma publicada no estadão em 2010 – Desempenho de cotistas fica acima da média. Outra publicada no site da UnB – Diferença de desempenho entre cotistas e não cotistas é de apenas 0,25 – também de 2010. A explicação talvez venha da determinação que essas pessoas podem encarar tais oportunidades, sabedores da escassez das mesmas. Além do mais, caso essas dificuldades apareçam, por que não as universidades serem obrigadas a oferecer aulas de nivelamento aos cotistas?

4) Caso o projeto aprovado pelo senado seja sancionado pela presidenta Dilma, vale a pena estudar na rede pública para tentar a vaga pela cota social, pois a notas serão menores.

R. Besteira. A matemática explica. Metades das vagas serão destinadas aos estudantes de escolas públicas. Mas, segundo divulgado em 2010 pelo IBGE, mais de 86% dos estudantes do ensino médio brasileiro estão nas escolas públicas. Ou seja, na prática, os alunos da rede particular (pouco mais de 14%) disputarão metade das vagas. O restante, ou seja,  86% dos estudantes, que virão do ensino público, disputarão a outra metade. Ainda acha que vale a pena sair da sua confortável escola particular?

Eis minhas considerações quanto cotas sociais. Caso você ainda discorde do que coloquei anteriormente, certamente irá se irritar com minhas defesas a favor das cotas raciais. Ou quem sabe, repensar um pouco.

 

QUANTO AS COTAS RACIAIS

Penso que as cotas raciais são uma reparação aos fardos que os afrodescendentes carregam desde o fim da escravidão até os dias de hoje. Certa vez, escutei uma frase que, mesmo não sabendo quem foi o autor, me fez refletir. “As favelas de hoje são as senzalas de ontem”. Embora pareça apelativa demais, basta olhar ao seu redor e admitir que, no mínimo, faz muito sentido.

A discrepância entre nossas etnias é tamanha que não se faz necessário mostrar os absurdos que estamos acostumados a ver. Eles estão aí, escancarados. Basta ter coragem de admitir. Quantas famílias negras são moradoras de condomínio de luxo? Certamente um percentual insignificante comparado às favelas.   Alguns anos atrás, numa festa de réveillon que custava R$200,00 por pessoa, entre bebidas e contagem regressiva, me saltou aos olhos uma cruel constatação.  A predominância esmagadora do branco não se fazia apenas nas roupas. Dos quase 250 presentes, notei apenas dois negros. Ambos trabalhando de garçom.

Aliás, quem acredita que não temos mais racistas, deve ao menos admitir inúmeros indícios de preconceito. Já notou qual a predominância dos atendentes de loja num grande shopping de São Paulo, por exemplo? Uma profissão que, embora honrada como todas, não necessita de grandes especificidades técnicas. Bom atendimento e simpatia certamente sejam a chave para sucesso nessa profissão. E mesmo assim, novamente nossos irmãos da pele negra parecem estar excluídos.

Esses exemplos, que parecem passar despercebidos da maioria, me deixam a clara impressão que ser pobre no Brasil é difícil. Mas ser pobre e negro é muito mais.

Analogamente ao que fiz com as cotas sociais, farei com as raciais, tentando contradizer aquelas afirmações que revelam-se contra as mesmas.

1) As cotas ferem o princípio da igualdade, definido no artigo 5º da Constituição, pelo qual “todos são iguais perante a lei sem distinção de qualquer natureza”. Portanto, são inconstitucionais.

R.  Não foi o que disse o Supremo Tribunal Federal no dia 26 de abril de 2012, decidindo, por unanimidade, a constitucionalidade das cotas raciais. Com a palavra o ministro do STF, Marco Aurélio Mello: “Falta a percepção de que não se pode falar em Constituição Federal sem levar em conta acima de tudo a igualdade. Precisamos saldar essa dívida, no tocante a alcançar-se a igualdade.”

2) As cotas sociais já englobariam as cotas raciais. Portanto, as raciais deixam de fazer sentido. Brancos pobres enfrentam as mesmas barreiras que negros pobres.

R. O caráter histórico, que se reflete claramente nos dias de hoje, adicionado ao evidente preconceito, que ainda atinge os negros na procura de empregos e oportunidades, são motivos de sobra para considerar muito simplista a divisão do Brasil entre ricos e pobres. Rosa Weber, ministra do STF, ao justificar seu voto a favor da constitucionalidade das cotas raciais, sabiamente afirmou que “se os negros não chegam à universidade por óbvio não compartilham com igualdade de condições das mesmas chances dos brancos. Se a quantidade de brancos e negros fosse equilibrada poderia se dizer que o fator cor não é relevante. Não parece razoável reduzir a desigualdade social brasileira ao critério econômico.”

3) As cotas colocam diferenças entre as raças. Portanto, por natureza, são racistas.

R. As cotas não criam o racismo. Acredito que ele já existe e age silenciosamente. As cotas ajudam a colocar em debate sua cruel presença e acaba, de fato, sendo uma medida contra o racismo.

 

ÚLTIMAS COLOCAÇÕES

Nós brasileiros frequentemente reclamamos, e com razão, dos nossos ilustres governantes e líderes. Principalmente quando tomam atitudes que visam apenas benefícios próprios. Quantos aumentos de salários parlamentares e arquivamento de falcatruas fomos obrigados a engolir?

Mas convenhamos, esse não é o caso. A decisão do STF a favor da constitucionalidade das cotas raciais e a aprovação do senado destinando 50% das vagas nas universidades federais para alunos da rede pública foram decisões a favor daqueles que tiveram, por tanto tempo, tantas oportunidades a menos. Torço para que a presidenta Dilma tenha a coragem de sancionar a lei e enfrentar a chuva de criticas que virá posteriormente.

No momento penso assim. Posso evidentemente mudar de lado, mas frente aos argumentos demasiadamente baseados em teorias e leis, peço algumas atitudes e reflexões. Se você é contra a cota social, irei respeita-lo. Mas vivencie um mês numa típica escola pública. Caso seja contra as cotas raciais, novamente irei respeita-lo. Mas gostaria que visitasse algumas favelas e cadeias. Talvez não mude de opinião, mas certamente sairá menos convicto de seus posicionamentos.  De certo, em meio a condomínios, bares e drinks sofisticados não há razão para as cotas. Mas olhando das favelas, das escolas públicas e das cadeias, as cotas fazem todo sentido.

 

*Fernando Buglia é formado em física pela UNICAMP e atua como professor de ensino médio e cursinho pré-vestibular na rede particular. Também é um dos criadores do site Infoenem.

 

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54 Comentários

José

Penso que a questão seriam então cotas sociais mais específicas para para determinadas realidades que por si só são preconceituosas. O problema é que existem mais negros na favela que em condomínios de Luxo? Cotas para quem more a favelas a “X” anos (e o estudo do caso demonstrará quantos anos é necessário exigir). Cotas também as comunidades quilombolas afastadas e outras comunidades historicamente segregadas, enfim, cotas aos que de fato vivenciam o preconceito, as comunidades historicamente segregadas.

Certamente o número de jovens afrodescendentes beneficiados ainda seria grande e da mesma forma não se deixa de lado o jovem branco que vive na favela e que enfrenta uma carga dupla: Pré Conceito por ser morador de favela e preconceito interno na favela por ser branco ali vivendo.

Assim tais cotas seriam mais justas e de fácil aceitação na sociedade. Pois seriam cotas com relação a realidade vivida pela pessoa. As cotas atuais beneficiam muito mais famílias que tem uma condição financeira relativamente melhor do que os que de fato precisam.

Ademais a política de cotas veio apenas para onerar ainda mais os pagadores de impostos. Porque um pai que zela por uma educação de qualidade ao seu filho, além de pagar pesados impostos durante toda a vida dos filhos e nos alimentos e demais despesas necessárias ao desenvolvimento desses, e ao chegar no momento do ensino superior além de perder vaga para um beneficiário de cotas com nota bem menor, tem ainda que pagar mais altos impostos embutidos na mensalidade particular de seu curso superior?

É injusto, é infame.

O Braco esteriótipo de classe média alta, com todos os recursos a sua disposição já fez muito pela justiça social ao perder sua vaga em uma federal (que ele ajuda muito mais a arcar com os custos através de impostos), não tem porque pagá-los também quando tiver que arcar do próprio bolso com a despesa do curso particular.

Imunidade fiscal para faculdades particulares seria justo, baixaria e muito o custo da mensalidade, seria justo também com os mais humildes que não conseguissem vagas em universidades públicas, pois sejamos sinceros, com custos mais baratos a educação fica mais democrática e fácil a todos.

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Luciana

muito bom

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Luana

Adorei o artigo.

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nessa

sou a favor e ao mesmo tempo contra a favor porque essas cotas vai dar direitos aos negro a terem privilegio de estudar e sou contra pois eu acho q existe racismo a essa parte mas como nao tem jeito sou a favor pois sou negra e sempre estudei em escola publica e no tempo contemporaneo os professores de escolas publicas nao ensinam direito mal da uma aula eu ficava na quadra o tempo inteiro sem ter o q fazer eu fiquei meu 2 ª e 3ª ano sem professor de fisica mim diz se eu tenho capacidade de fazer um vestibular e passar por isso estou fazendo um cursinho mesmo com renda baixa minha mae esta trabalhando para pagar espero q essas cotas deem alguma coisa msmo pois os ensino medio foi pessimo por isso sou a favor das cotas. Beijnho de luz !!!

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alessandra cristy

Sou a favor das cotas raciais,
parece em primeiro momento que é racismo,
mas não é.
Brasil é país da mistura de raças, pois foi assim que construímos nossa origem.
Deduzo que,cotas raciais é uma forma de
equilibrar,ou homogenizar,uniformizar a presença dos afrosdecendentes na classe social bem sucedida do país,
no intuíto de defender e manter a raça Brasileira da Mistura que construímos ao londo dos anos;;;;;;
faça uma analise,
o índice de negros nas cadeias e favelas são maiores que brancos.
O Brasil também precisa de mais negros no poder e na sociedade, tanto como os brancos e demais raças,
senão!!!
como poderemos defender a bandeira do país; de mistura de raças denominada Brasil????

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Alex da Silva Soares

Eu nao gosto da ideia de equivaler algo atraves das universidades,porque isso quem garante que faculdade da futuro para todos,todos estamos cansados de ver pessoas que tem ensino superior trabalhando em outra area,ou seja porque a igualdade comeca na universidade porque o governo nao iguala isso dando oportunidades em escolas particulares,cursos tecnicos e ate trabalhos inserindo oportunidades em todos esses campos,afinal de contas nao adianta jogar o negro na universidade se ele eh pobre me diz com ele vai se manter la dentro acredito que a grande maioria desistiria do curso essa eh minha opniao.
Obs : Minha escrita apresenta varios erros pq estou em um notebook teclado ingles n tem acento nem c cedilha

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pamela valquiria

eu acho q a cor nao importa mas q os negros e pessoas q estudam na rede publica tem q ter sim uma chance nas universidade federais e estaduais todo mundo merece realizar o seu sonho

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Emanuel Gonzaga

Sou a favor das cotas para pobres mesclada com as das escolas públicas (com exceção de IF`s e colégios militares), porque 100% da população não negra que possui uma renda familiar igual ou inferior a 1,5 salários mínimos, possui uma renda igual ou inferior a 1,5 salários mínimos, ou seja, não foram beneficiada com bons cargos devida a uma sociedade racista, todos os pobres (sejam negros ou não) concorreriam de igual para igual pois ambos não possuem os devidos recursos para terem uma disputa justa com os mais ricos e quanto ao racismo em relação ao negro tem o seguinte: Quem vai fazer o vestibular não é a rede globo de televisão, as lojas de grife ou alguma empresa racista e sim o aluno! É obrigação dele se preparar para a prova com vários meses de antecedencia, revisar assuntos, refazer provas passadas, focar nas matérias que mais possuem dificuldades e etc, se um cidadão branco(ou as pessoas que moram com ele) porventura obtiver um bom emprego devido a uma sociedade racista (ou qualquer outro motivo, como meritocracia, ter amizade com família de empreendedores, sorte e etc) ele automaticamente sairá do perfil das cotas para pobres. Ora o negro pobre trabalha e só pode estudar depois do seu turno, o branco pobre também prescisa, pois o governo e nem a iniciativa privada vai dar uma bolsa para ele estudar no vestibular só porque ele é branco, nós afrodescendentes não devemos ficar só reclamando que quase todo mundo das novelas da globo são racista, porque enquanto você fica assistindo e tendo complexo de inferioridade devida a desproporcionalidade racial de programas na tv, os enriquencendo com seu IBOPE, existe alguém que naquele mesmo momento está estudando para mesma prova do que você.

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Mirela

Parabéns! Muito bom saber que existem pessoas conscientes como você.

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Gabriel Veiga

> É mesmo, me orgulho de ser brasileiro às vezes. Apesar da maioria absoluta ser estúpida e manipulada, existem pessoas extremamente inteligentes e de mente abertas, em especial os professores. Parabéns a todos que compreendem a real situação da sociedade brasileira

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Amandha Calazans

Há muitos modos de afirmar; há um só de negar tudo. Excelentes argumentos, Fernando!

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Livia

Nisso tudo quem se saiu mal foi o branco pobre náo é?
Coitado.

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NINA

Caro Fernando:
A sua afirmação no ítem 4 não procede. Porque foi criado um sistema de reserva de vagas e as vagas restantes são de ampla concorrência. Deste modo todos os alunos (cotistas ou não) concorrem para estas vagas de ampla concorrência e os cotistas também concorrem para as vagas reservadas, então, não há prejuízo em um candidato de escola pública se inscrever para concorrer às vagas reservadas, porque se obtiver nota suficiente para entrar na ampla concorrência ele será chamado. Entendo que este sistema é mais uma medida que favorece aos cotistas já que os candidatos cotistas poderão ter mais de 50% das vagas e nunca ao contrário.
Aproveito para dizer que a sua alusão jocosa quanto a “Ainda acha que vale a pena sair da sua confortável escola particular?” é totalmente inadequada, porque não se estuda na escola particular por comodidade ou conforto (existem mil outros lugares bem mais agradáveis para se gastar dinheiro), ela é cara e custa muito à família. Estuda-se na particular porque o Governo não oferece condições de estudo na escola pública. O bem maior para muitas famílias de classe média (que agora todos dizem que são os ricos, o que não é verdade) é o ensino e agora com as vagas reduzidas em 50% ficou muito mais difícil para os não cotistas entrarem em uma boa Universidade. Em resumo, mais uma vez quem se sacrificou a vida toda vai pagar a conta.

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InfoEnem

Cara Nina,

Obrigado pela visita e pelas considerações.

Segue minha tréplica:
1) O item 4 não está incorreto. Explico: Sem as cotas, todas as vagas são por ampla concorrência, correto? Mas na prática vemos que essas vagas acabam ficando para alunos da rede particular. No item 4 usei o termo “na prática”. Ou seja, na teoria é como a senhora destacou. Já na prática…
2) Quanto a minha alusão, usei a palavra “confortável” para comparar a escola pública com a particular. Não diminuo, em nada, os esforços de muitas pessoas para pagarem as escolas particulares aos seus filhos. Mas saber que seu filho está numa escola mais estruturada, com profissionais mais motivados, não trás mais…..sei lá….. CONFORTO aos pais?
3) A senhora afirmou: “agora com as vagas reduzidas em 50% ficou muito mais difícil para os não cotistas entrarem em uma boa Universidade.” É verdade!!! Mas olhando do angulo dos estudantes das escolas públicas, que representam 86% do total, teremos uma situação de acesso quase impossível para uma situação de acesso muito difícil. Inclusive, mais difícil do que o acesso dos não cotistas. Não lhe parece mais justo?

Novamente muito obrigado pela participação

Abs

Prof Fernando Buglia

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Luis

Cota racial é política, cota social é esmola.

Paulo Ghiraldelli Jr., filósofo.

A pior defesa que conheço das cotas para negros e índios na Universidade brasileira é a dos que dizem que isso se insere em uma política educacional de compensação. Em geral, essa defesa é feita pela esquerda.
O ataque mais perverso que conheço contra as cotas raciais é o dos que dizem que defendem, ao invés destas, as cotas sociais. Em geral esse ataque é o da direita, em especial o que é dito pelos parlamentares do PSDB e DEM.
Cota racial advém de uma política contemporânea, em geral de cunho social-democrata ou, para usar a terminologia americana, mais apropriada ao caso, liberal. A cota social é esmola, tem o mesmo cheiro da ação de reis e padres da Idade Média, e aparece no estado moderno travestida de política.
A cota social não faz sentido, pois o seu pressuposto é o de que há e sempre haverá pobres e ricos e que aos primeiros se dará uma compensação, que obviamente não pode ser universal, para que alguns usufruam da boa universidade destinada aos ricos. É como se dissessem: também há pobres inteligentes que merecem uma chance para estudar. O termo social, neste caso, é meramente ideológico. Não se vai fazer nenhuma ação social com o objetivo de melhoria da sociedade. O que se faz aí é, no melhor, populismo, no pior, a mera prática a esmola mesmo.
A cota racial não pode ser posta no mesmo plano da cota social. Todavia, a sua defesa cai na mesma vala da cota social quando se diz que ela visa colocar os negros na universidade, até então dominada pelos brancos, para que se possa compensá-los pela escravidão ou pelo desleixo do estado ou pelo racismo velado ou aberto. Não! Cota racial não é para isso. O objetivo das cotas é o de colocar um grupo no interior de um lugar em que ele não é visto para que, assim, de maneira mais rápida, se dê o convívio social entre os grupos nacionais, de modo a promover a integração – o que passa necessariamente pelo convívio que pode levar ao conhecimento entre culturas, casamentos, troca de histórias e criação de experiências comuns. A questão, neste caso, é de visibilidade do grupo por ele mesmo e da sociedade em relação aos grupos.
No Brasil há miscigenação. E em grande escala. Ótimo! Mas não basta. Não é o suficiente porque há espaços físicos e institucionais, no Brasil, que não estão disponíveis para determinados grupos étnicos e isso promove uma má visibilidade da nossa população em relação a ela mesma. A população não vê o negro e o índio na universidade e, com isso, não formula o conceito correto de aluno universitário: o universitário é o estudante brasileiro de ensino superior.
Ora, se você não vê o negro e o índio nesse espaço, o conceito não se forma de modo ótimo, o que é gerado na mentalidade, ainda que não verbalizado de maneira completamente clara, é o seguinte: o universitário é o estudante brasileiro branco de ensino superior. Isso é o pré-conceito a respeito de aluno universitário. Ele está aquém do conceito – por isso ele é “pré”. Ele pode gerar uma visão errada e, a partir daí, uma discriminação social, em qualquer outro setor da vida nasional.
Assim, para resolver o problema de brancos, negros, índios ou qualquer outro grupo, do ponto de vista social, no sentido de fazer com que todo brasileiro tenha acesso à universidade, a política não é a cota social. Também não é a cota racial. A política correta é a melhoria da escola pública básica, para que todos possam cursar, depois, o melhor ensino universitário. Agora, para resolver o problema da diminuição do preconceito em qualquer setor e, é claro, não só no campo universitário, uma das boas políticas é ter o mais rápido possível o negro e o índio em lugares onde esses brasileiros não estão.
Portanto, também na universidade; e é para isso que serve a cota racial. Isso evita a formação de uma mentalidade que se alimente de formulações aquém do conceito – há com isso a diminuição da formação do pré-conceito e, portanto, no conjunto da sociedade, menos ações prejudiciais contra negros e índios.
Foi assim que a América fez. As cotas ampliaram rapidamente o convívio e mudaram a mentalidade de todos. Mesmo os conservadores mudaram! O preconceito racial que, na época de Kennedy, era um problema para o FBI e, depois, do Movimento dos Direitos Civis, diminuiu sensivelmente nos anos oitenta. A visibilidade do negro se fez presente diminuindo sensivelmente o que o americano médio – negro ou branco – pensava de si mesmo. Foi essa política que permitiu um país com bem menos miscigenação que o nosso pudesse, mas cedo do que se imaginava, eleger um Presidente negro – algo impensável nos anos 60.
A ação em favor da cota social é um modo de não dar prosseguimento à política educacional democrática e, ao mesmo tempo, atropelar a política de luta contra a formação do preconceito racial. É uma ação da direita contra a esquerda. A esquerda defende sua política de modo errado ao não lembrar que a cota racial não é política educacional, é política de luta pela integração e pela ampliação da visibilidade de uma cultura miscigenada para ela mesma.
Cota não é para educar o negro e o índio, é para educar a sociedade! Ao mesmo tempo, a esquerda se esquece de denunciar que cota social, esta sim, quer se passar por política educacional e, na verdade, não é nada disso – é uma atitude ideológica conhecida, que sempre veio da direita que, sabe-se bem, sempre teve saudades de uma época anterior ao tempo da formação do estado moderno, uma época em que a Igreja e os reis saiam às ruas “ajudando os pobres”.
Os senadores que defendem a cota social e não a cota racial, no fundo imaginam o mesmo que os ricos da Idade Média imaginavam, ou seja, que os pobres existem para que eles possam fazer caridade e, então, como os pobres – de quem o Reino de Céus é dado por natureza, como está na Bíblia – também consigam suas cadeiras junto a Jesus.
Não deveríamos estar debatendo sobre cotas. Afinal, já as usamos em tudo. Por exemplo, fizemos cotas de mulheres para partidos políticos e, com isso, diminuímos o preconceito contra a mulher na política. Por que agora há celeuma em uma questão similar? Ah! É que a cota racial mexe com os brios dos mais reacionários. No fundo, eles não querem mesmo é ver nenhum negro ou índio em espaços que reservaram para seus filhos.

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Bruno Saraiva

“De certo, em meio a condomínios, bares e drinks sofisticados não há razão para as cotas.” Não precisa dizer mais nada!

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Lidiane

Sou a favor das cotas, por que , acho que as pessoas mais, pobres devem se formar , em medicina, emengearia, e demais cursos, elas tem esse direito , acho q a pessoa que estudou em escola particular ,tem condições economicas de pagar um curso superior, acho que essa pessoa “ricas” nem deveriam prestar vestibular em faculdades federais

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Luiz Honório Pedroso

Sou a favor da cota,usando o criterio economico e não racial sou a favor que seja 70% das vagas para estudante de escolas púbricas e 30% para estudante de escolas particulares já que 86% dos estudantes são de escolas pubricas e somente 14% são de escolas particulares. iguadade e dar as mesmas condiçães para todos.sou estudante de escola publica ,posso afirmar que aprendi mais sozinho do que na escola, tendo que trabalhar o dia todo para ajudar meus pais no sustento da minha família e a noite ter que estudar cansado e com professores mau pagos que não teve uma formação adequada de bom nível, desmotivado e ter que disputar em igualdade com quem tem tempo escrusivo para estudar em escolar particular descansado e quando termina o ensino médio ainda faz cursinho para vestibular . coisas que agente não pode nem pensar. isso que e esclusão social dessa forma as diferenças voam almentar ainda mais………………….

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Jose Bernardo

Fazer distinção entre cor, raça, e religião. É algo tão pertinente ao ser humano quanto; comer; dormi; vestir. Pois é assim que caminhamos em passos largos em direção há um novo mudo, onde as mudanças é por vezes graduais e se estendem vagarosamente. Mais é essa lentidão que tem feito mudanças ao homo sapeis através de toda história.
Se as cotas raciais são uma remissão compensativa de tempos explorativos aos negros, ou é a bandeira de cor rubra de vergonha por se estar cometendo a distinção de raças? Compensar muita das vezes não é se retratar.
Mediante a tudo que tenho visto e lido, o certo seria de agora em diante mudar as politicas públicas na educação.

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lucas Alves dos santos

No meu ponto de vista, lutar por uma educação mais justa, sem as precaridades que hoje temos em vista é um direito de nós cidadãos e cidadãs. tendo em vista as melhorias…
mas quando essa busca se torna cansativa sempre batendo na mesma tecla… o bom seria se a população se colocasse em prontidão pra fazer realmente algo para impedir que a nossa educação publica não vá de água abaixo… pois do jeito que estamos indo, que o governo vem cooperando para o mesmo ate parece que somos insignificantes… e que só temos valor diante das urnas eletrônicas. Mas não é bem assim. temos valores como qualquer um outro… nossos professores são verdadeiros heróis… pois mediante as situações que eles trabalham, com um salario que não é digno.. e sem qualquer estrutura adequada para esta lecionando suas aulas, persistem em esta ajudando nós alunos diante dos obstáculos em que nos encontramos… isso é o que nos da forca e persistência em trilhar o nosso caminho cultivando das melhores formas o que recebemos deles.
Precisamos da ajuda de todos, pois não temos condições suficientes para competir com quem tem mais condições de estudo..
sabemos que em escolas publicas temos alunos com dedicação para conseguir algo melhor; e que são verdadeiros competentes pois tem a facilidade de aprendizagem!
quero deixar um abraco a todos vocês..
sou Lucas Alves; aluno do terceiro ano c em Divinópolis Goias… e tenho 16 anos. estudo no colégio Estadual Germana Gomes.

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Diego soares

concordo plenamente com você Lucas Alves… nossa escola ta precisando de ajuda…

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Sam

Esse foi o melhor texto a favor das cotas que já li! Fica muito claro que os argumentos a favor das cotas pesam muito mais do que os contra, que na verdade, são apenas a maneira dos elitistas burgueses egoístas continuarem a segregar e excluir os mais pobres e os negros- como sempre fizeram!! Parabéns!!!

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wagner

Olá Fernando!! Parabens por ter exposto raciocinio completo quanto às cotas estou com vc!!!!

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anônimo

preZe

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João de Araujo Vicente

Tenho um conselho para os detratores das cotas, sejam estas sociais, raciais: se seus filhos estudam na rede particular, continuem, vão para as Universidades Particulares; ou abandonem o ensino particular e matriculem-no nas escolas públicas, aliás a escola é pública e não de pobre. Quando a classe média parar de querer ser elite e tomar o que é seu por direito, a Educação, (a Saúde, a Segurança também) deixará de ser uma educação de “pobre” pelo reforço e engajamento de uma classe que se acha a injustiçada “cereja do bolo”.

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Sandra Ferreira

Hoje sou completamente a favor das cotas raciais. Antes de entrar na UnB, julgava-as como preconceito. Depois de entrar lá percebi que não existiam negros ou pobres. Quase todos são filhos de pessoas abastadas que puderam estudar a vida inteira nas melhores escolas de Brasília. As notas e interesse dos colegas cotistas também são exemplares. Agora não tenho nem como não expressar minha aprovação às cotas para rede pública. Detalhe dentre os cotistas raciais da UnB da minha sala não encontrei sequer um que tenha estudado em escola pública. Tendo estudado a vida inteira em escola pública onde não tive professores das disciplinas Matemática, Física, Química e Biologia grande parte do Ensino Médio, tive que ralar muito, conseguir bolsas em preparatórios pre-vestibulares para suprir as deficiências que herdei da escola pública. Hoje apesar de não ter podido me beneficiar das cotas sociais fico feliz pelos que como eu estudaram nas mesmas condições precárias e que poderão se beneficiar. Meses de greves e professores desisteressados, enquanto recortávamos palavras de jornal no Ensino Médio, nossos coleguinhas das particulares tinham aula de Cálculo 1, depois um professor chegava faltando menos da metade para acabar o ano passava um trabalho em que um fazia e todos se encostavam todo mundo passava e tava tudo lindo. Só depois que vi a falta que me fez um ensino básico de qualidade. Quem falar que é injusto eu sugiro que estude nas escolas públicas ou que vá para as faculdades particulares pois se já vieram de lá e podem pagar deveriam ficar por lá mesmo. Há boas faculdades particulares eu é que não tinha grana para cursar lá.

Responder

Emanuele Rodrigues

sou totalmente a favor das cotas sociais e raciais, pelos mesmos motivos que o autor e digo mais:
É uma òtima oportunidade para ser revelada as capacidades dos menos favorecidos e dos afro-descendentes.
Suo afro-descendente, remanescente de quilombos , estudante de escolas públicas , ingressei recentemente em uma universidade federal não no curso de preferência´pois eu não tive aparato didático como um estudante de escola particular. Isso mesmo: não por falta de competência.
Fico feliz em saber que em 2013 vai ser validada a lei de cotas !

Responder

José Fábio de Araujo

Sou a favor pelas cotas, pois as pessoas nelas lotadas são menos favorecidas. Isso não é mito é comprovado nas pesquisas.

Responder

Llie

É um absurdo o critério de avalição das cotas raciais, como se não fossemos um país miscigenado, como separar as pessoas pela cor? É uma ignorância completa.

Responder

Rodolfo Abreu

“As cotas são uma ferramenta de inclusão” que pode ser usada por pobres e negros para resgatarem suas origens e sua justiça em verdades. Não basta falar sim ou não tem que saber, qual seu respeito? Todos os individualistas são filhos pobres de uma mãe rica… Africa… Africanize-se!!!

Responder

Brian Almeida

Quanto às cotas sociais, eu concordo com elas em parte. O ensino público brasileiro é realmente lastimável, as oportunidades para os alunos de escolas públicas são imensamente menores, se fazendo necessárias algumas atitudes remediadoras por parte do governo. Este, por sua vez, tentou, como sempre, “dar uma passo maior do que as pernas” e resolveu estupidamente implantar essas cotas, como se fosse resolver, quando na verdade o que remediaria seriam investimentos públicos em educação de base, melhor remuneração aos profissionais da área, investimentos na infraestrutura das escolas e na melhora da qualidade do ensino.
Apesar de ter essa opinião, concordo, como já havia dito, em parte com cotas sociais, visto que estas seriam uma forma rápida de amenizar a disparidade das oportunidades de alunos do ensino público e do ensino particular. Entretanto, qualquer indivíduo com um ínfimo discernimento e um pouco de bom senso saberia que uma oferta de 50% das vagas das universidades é um contingente exageradamente grande. Com certeza essa medida irresponsável foi tomada em busca de status e os reflexos dessa conduta, por sinal muito negativos, não demorarão a aparecer. O número de pessoas que abandonam as universidades certamente irá aumentar, bem como o contingente de analfabetos no ensino superior, ao passo que a qualidade dos profissionais brasileiros sofrerá uma queda brusca nas próximas décadas, caso essa medida perdure. Tudo isso irá afetar não somente o ensino no Brasil como também o mercado de trabalho e, logo, a economia, trazendo consequências desastrosas para o país.
Ponderando os prós e contras é facilmente observável que a referida lei trará muitos malefícios para diferentes áreas a longo prazo. A lei de Cotas nada mais é, portanto, que uma forma que o governo encontrou de “tapar o sol com a peneira”, e o que a princípio é visto como uma forma de inclusão social ou mesmo como uma solução para a mazela no ensino superior brasileiro será, muito em breve, vista como uma medida drástica e irresponsável, um retrocesso, algo que trará pontos negativos para diversas esferas da sociedade.

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Rose Mary

Olá, Brian!
Falas-te com muita propriedade! Atentemos para a situação também de certas escolas particulares de cidades pequenas do interior, que apesar de darem um cobertura maior, não são tão eficientes assim em relação ao ensino.
Com isso, os pais que podem oferecer aos seus filhos para que tenham ao menos o mínimo de cada disciplina, disciplinas essas que nem sempre são dadas por profissionais da área, mas com os quais só têm para contar; ficam indignados por ver tanta desfaçatez e os seus filhos com um mínimo de chance em relação aos da escola pública. Esses últimos sim, estão sendo contemplados. De que tipo de escola particular estamos falando?! Nem todas prezam por um ensino de qualidade, são acessíveis pelo preço e, as circunstâncias por vezes não permitem a escolha de uma escola particular melhorada e na falta de opção nossos filhos ficam acomodados em tais. Eis o risco!!!! Ou o impasse!!!! O desprestígio com os que estudam em escolas particulares que não são boas por excelência, isso sim é visível !
Rose.

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Brian Almeida

Ainda não me entra na cabeça como pode existir alguém que é a favor de cotas raciais. Estas dão vantagem aos negros e índios que não são dadas às demais etnias, ao mesmo tempo que se torna um preconceito racial exteriorizado e constitucional. Sabe-se que um candidato não deixaria de entrar na universidade por causa da cor de sua pele, que as chances são iguais à todas as raças, todos os gêneros e que, apesar de ainda existirem pessoas preconceituosas, estas não teriam, de maneira alguma, como reprovar um candidato por motivo pessoal. Cotas raciais são injustas, preconceituosas e injustificáveis, e nada do que for dito a seu favor poderá sequer se aproximar de uma justificativa plausível.

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Márlon Soares

Caro Professor Fernando.

Muito bom texto. Melhor e mais completo do que escrevei no meu blog, considerando-se que falei somente de minhas impressões pessoais. Gostei principalmente dos trechos em que você coloca argumentos contrários e logo a seguir os rebate. Penso que precisamos mais desses textos incisivos.

Parabéns.

Abraço.
Márlon.

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InfoEnem

Grato pela visita e pelas palavras, Márlon.

Volte sempre

Prof Fernando

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Berg Leite

Obrigado professor! As informações aqui postas sobre o assunto, ajudaram-me bastante na construção de uma defesa para um debate que farei na escola.

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InfoEnem

Nós que agradecemos a visita!

Volte sempre!

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kyvia

eu sou a favor das cotas simplismente pq o ensino publico nao qualifica tanto quanto o particular deixando os menos favorecidos em niveis diferente de educaçao.Sendo justa a disputa pela vaga do ensino supeor justa para ambos os lados.

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João Paulo

De certa forma, nós brasileiros, já temos a má fama do “jeitinho de tampá o sol com a peneira” . Estou refirindo ao treixo em que o autor infere que levaria decadas para termos uma igualdade no ensino básico se começarmos investir nele agora… E me parece que dessa vez, a peneira se chama cota” … Como podemos ver, a verdadeira preocupação do governo, no momento, é elevar o statos do Brasil em termo de educação superior…. Segundo pesquisa divugada recentemente em relação ao BRIC, em 2050 o Brasil asumiá uma posição que o fazerá figurar entre as maiores potencias do globo….. E para que isso se configure, é extremamente urgente que se faça algo exagerado, nem que seja necessário comprometer a qualidade dos futuros ” servos”….(trabalhabores de canudos nas mãos)

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Brian Almeida

Concordo com sua opinião, está ótima. A sua gramática, porém, deixa muito a desejar.

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Luís

Que grandíssima besteira!

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André Camargo

Caro colendo Fernando

Compadeço de todos seus argumentos e ainda mais declaro como professor de escola pública há quinze anos, conhecer a realidade do que tratou a discutir.
Inegavelmente, as cotas, independentes das quais, são necessárias para alavancar nosso país e diminuir as diferenças sócias.
Fui aluno de escola pública e, consequentemente, por falta de empenho da minha parte e de muitos professores, fui cursar a formação universitária numa faculdade particular. Após a formação, vi-me na necessidade de me especializar e comecei a procurar cursos para melhorar a base teórica e a prática pedagógica, primeiramente, custeados por mim e em seguida, tive as portas abertas da universidade pública por professores que sempre foram a favor das cotas. Resultado que mudou completamente a compreensão do que é a educação e como é uma educação de qualidade.
Continuar com os argumentos de igualdade para todos, que as cotas farão mais atenuantes às predisposições racistas em nosso país, são argumentos pífios, fracos e desumanos. A própria literatura já apresenta exemplos claros como Machado de Assis, que era negro, epiléptico, pobre e feio, mas com seu autodidatismo conseguiu reverter sua misera situação e se tornar um dos maiores escritores de contos de todo o mundo.
Só de pensar na qualidade do material que vem para escola estadual, aqui em nosso estado, já é de se espantar. Professores e Secretaria de Educação não se ajustam, uns dizem ser por diferenças políticas e nós, percebemos que a diferença política está no trato com o humano, percebemos que a falta de investimento na profissão não traz os melhores e os que assim são mensurados, acabam indo para a rede particular.
Além disso, temos a fatídica avaliação do SARESP que não leva ninguém a lugar nenhum, apenas serve para o governo dizer que em São Paulo, os avanços em educação acontecem, mas, sabemos que nestas provas, ou melhor, na soma de todos os dados que produzem a nota de cada escola, o que importa é se o aluno está frequentando e a quantidade de reprovas que cada instituição estadual apresenta.
Quando essas escolas não apresentam “índices” significativos para uma propaganda enganosa, os professores, que ali lecionam, não ganham o “bônus de mérito”. Podemos também questionar esse mérito. É político? Ou os professores para poder ganhar um agrado fazem parte dessa enganosa fábrica de analfabetos funcionais que se forma com pouquíssimas noções de compreensão e produção leitora, quiçá as habilidades matemáticas. Esses alunos formados nunca terão chance, em pé de igualdade, como reza a lei, com os alunos de escola particular.
É sabido que um aluno que adentra em uma universidade pública, motiva seus familiares a vislumbrar um mundo diferente. Motiva a comunidade e passa a ser exemplo para os colegas de escola. Porém, com o constante fracasso escolar, estes alunos acabam sendo “seduzidos” pelos coloridos anúncios publicitários que são feitos por grandes grupos empresariais, para produtos da tecnocultura e, além disso, são reféns do tecnoentretenimento, resultando numa mão-de-obra barata e com “formação”.
As ETECs formam outro tipo de trabalhadores para que o país angarie novas “montadoras” e “fábricas” para esse tipo de mão-de-obra e os alunos de escola estadual vão atrás desta formação, desse modo, quem virá a produzir ciência são exclusivamente os alunos de escolas particulares que desconhecem a pobreza, a miséria, os sonhos mutilados e jamais se compadeceram dessa realidade de um país que está entre os dez mais ricos do mundo, mas que também está entre os mais desiguais distribuidores de renda deste mesmo mundo.

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InfoEnem

Obrigado pelas palavras e pela visita, professor!

Volte sempre!!

abs

Prof Fernando BUglia

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James Carvalho

A frase citada ( as favelas são as novas senzalas ) é do compositor Lobão.
Trabalhamos no Anglo Ibiúna.
Abraço

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InfoEnem

Satisfação, James

Volte sempre!

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yuri

sou a favor pois o ensino público no país é péssimo. estudei 13 anos em escola pública e não consegui aprender nem o verbo to be em inglês. Os professores são desmotivados, ganham pouco, não possuem segurança para trabalhar e não existe um controle de avaliação entre o aprendiz e a aprendizagem. vamos ser realistas, é covardia deixar u jovem que estudou em um colégio particular disputar uma vaga com um que estudou sua vida toda em escola pública. fazendo uma comparação é o mesmo que colocar o ex-presidente Lula lutar com o Junior Cigano.
Tenta colocar para vermos o que vai vai dar!!!!!…..

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dorgivan jose de sousa

como ex-estudande de escola publica e pessiguidor constantes de uma dessas vagas oferecidos pelas univesidades, posso afirmar com conviquição que é uma luta injusta,enfrentamos no dia- dia as maiores advercidades possivel: como professores desmotivados ganhando uma mizéria , falta segurança, mas sobra greves, etc. A verdade é que quando deparamos com a prova do Enem é como estar-mos só na imencidão do infinito sem termos para onde irmos. E como disse o autor as cotas não criam o racismo. Também acredito que ele já existe e age silenciosamente. Eu não acho que as cotas ajudam a colocar em debate sua cruel presença, mas acaba, de fato, sendo uma medida contra o racismo. Os senhores sabião que nas cotas entregue as universidades pelo prouni eu conseguie uma vaga pel menos por um instante, sim mas só que a universidade Santa Maria da Cidade de Cajazeiras Paraiba, criou uma nova versão, é que desobedeceu o criterio estabelecido pelo prouni, quanto ao horario. Fato esse que mim deixou cada vez mais preocupado quanto essas cotas, e espero que isso não volte acontecer. Só espere que com isso não aumente o indisse de rassismo em nosso meio. poiws essa polemica é desnecessária, o que eu acho que o gonverno tem o que tem que fazer é Mas, segundo divulgado em 2010 pelo IBGE, mais de 86% dos estudantes do ensino médio brasileiro estão nas escolas públicas. Ou seja, na prática, os alunos da rede particular (pouco mais de 14%) disputarão metade das vagas. O restante, ou seja, 86% dos estudantes, que virão do ensino público, disputarão a outra metade.Olha essa é a minha umilde opinião, acho que a desigualdade já vem dos gonvernates, é fato publico e notorio que concordamos em parte dese infinito e injusto debate, mas acho que os senhores estão precisando de bom senso e duvidir as contas pelo o indice do IBGE, atualizado é claro, porque se não agente vai continuar nadando contra a corrente e nunca chegaremos a onde desejamos.

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Roberto

Cara, o que esse Dorgivan ai falou, é a maior verdade.

Vai ter imbecil para criticar o português escrito dele, mas isso tudo é fruto do próprio meio, estudamos em escolas onde os próprios professores não querem ensinar, como que mais tarde os filhinhos de papai vem apontar o dedo para nossos erros?

É muito fácil criticar, queria ver quem queria estar no nosso lugar na sociedade.

Parabéns pelos argumentos Dorgivan.

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pamela valquiria

eu achei a pura do roberto e do dorgivan do dorgivan eu fiquei muito supreendida com que ele falou , e porcentagem de alunos q tentam entra numa universidade federal ou estadual e completamente correta, ele falo tudo o que acontece com os estudantes de escolas publicas e bem isso mesmo o q acontecer. e do roberto ele falou pouco mas falo bonito tambem e olha a qualidade da educação publica ta uma merda mesmo a minha professora de lingua portuguesa e um exemplo disso vai pra escolar para poder fala sobre espirito uma coisa nada ver com a materia dela . e do jeito e a qualidade ta agente nunca vai conseguir enfrenta uma usp,unicamp,unespe uma uerj porq a coisa feia

Rick Harley

Uma Amiga minha que estudou em escola Publica entrou na faculdade pelo Vestibular da UFRR, e disse que não precisou de Enem e nem de Cotas para entrar na faculdade, ela é contra as Cotas Raciais. Me chamou “Alienado” por Defender Cotas Raciais. Porém ela não Levou em consideração que a mesma não tinha conseguido uma Boa Media no Enem e entrou no Curso menos Concorrido.

Eliane C. M. Santori

Caro Fernando sem duvida o seu ponta de visto e bastante forte, claro e justo. Deixe me expor o meu exemplo sou filha de Paraguai e Negro em outras palavras Afro indígena.Atualmente moro em Cuiabá MT. Cansada de tanta descriminação social e concorrer nas universidades publica e não consegui a tão sonhada vaga desejada. Vendi tudo o que tinha peguei os meus três filhos pequenos de um ano de idade , 4 anos de idade e 5 anos de idade e fui trabalhar nos Estados Unidos por 9 anos , retornamos ao Brasil a 4 anos atrás , mais precisamente em setembro de 2008. Para qual a decepção foi muito grande de ver o meu amado Brasil estagnado no tempo e pior ainda na Educação e Saúde. Meus filhos foram alfabetizados ate o 8º ano e a minha filha menor ate a 5ª serie nos Estados Unidos. O Choque de cultura tanto para mim como maior ainda para os meus filho foi tamanho que os meu filhos ate os dias de hoje diz: ( Mãe só vamos terminar a nossa faculdade e retornaremos para os estados Unidos porque aqui não e o nosso pais) Os meus filhos terminaram o segundo grau aqui no Brasil em escola publica e a minha filha esta no 9º ano também estudando em escola publica. E a Historia e a mesma que já conhecemos não conseguiram a pontuação do Enem e hoje estão cursando a faculdade de engenharia na Anhanguera pelo Fies. Greves e falta de professores, recessos e mais recessos, tudo isso contribui para o mau nível de educação e desempenho das crianças. Mas a culpa e dos nossos Governantes que não estão nenhum pouco interessados no plano de distribuição de renda, alem da descriminação racial também temos que enfrentar a descriminação social. Pergunto: Ate quando?O Brasil que se diz estar passando para um pais Emergente vai continuar nesta historia que cansa os nossos ouvidos de que esta melhorando. Espero que esta lei realmente entre em vigor tão logo. Somente quem passou pela experiência de estudara a vida inteira em uma escola publica e que sabe a dificuldade de concorrer não somente no Enem mas também nos concursos públicos que só entra para trabalhar os que tem condições de pagar um curso preparatório para concurso. E a classe dos menos favorecidos onde e que fica? Estes jovens e crianças, marginalizados sem duvida os resultados esta nas cadeias do nosso Brasil. Hoje eu e meu esposo estamos cursando a tão sonhada faculdade pelo prouni ,eu com 42 anos e meu esposo com 45 anos. E ainda não temos o tão sonhado emprego Publico. A classe menos favorecida urge de uma chance. Caso contrario e melhor estudar para direito e defender os ladrões que da mais dinheiro de que ser um cidadão de bem. Digo mais tem mais ladrões com dinheiro para defender como os do Mensalao, Naco trafico etc… Hoje estar defendendo estes corruptos e mais rentável. Esta e a cara do nosso Brasil hoje.

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Rosemere

Nos que somos negros nao tinhamos direito a nada .agora que querem fazer algo pra nos negros . Questiona voces tem tudo o que mais precisa .eu tenho que estudar muito para conquistar meu sonho de ter uma profissao.porque quem nasceu rico pode escolher a faculdade que quizer.mais alguns desperdiçar a grande oportunidade de cursar na melhor faculdade .se eu tivesse essa chance não desperdiçar eu seguraria com toda a minha força .isso que estão fazendo por nos e pouco mais e bom . Obrigada ROSEMERE N. B DE SÃO GONÇALO. VALEU

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