Grécia Antiga: Período Micênico e Homérico

Estudamos a civilização grega da Idade Antiga porque ela é uma forte referência para a cultura ocidental. Qualquer país europeu, ou de cultura sob influência europeia, ao buscar o seu passado retorna em maior ou menor grau até essa civilização.

O primeiro povo a se estabelecer no sul da Grécia foram os aqueus. Eles chegaram nessa região por volta de 1400 antes de Cristo e receberam muita influência cultural dos cretenses. Assim como na ilha de Creta, os aqueus viviam organizados sob a forma de uma sociedade palaciana, ou seja construíram palácios em que além de haver quartos para a família real, havia quartos para os vários servidores públicos (assistentes reais, guardas e sacerdotes, por exemplo), aposentos e oficinas para os artesãos fabricarem e venderem suas mercadorias, templos para os deuses e armazéns para estocar alimentos. O palácio era a cidade e a cidade era um palácio. A cidade grega mais influente neste período era Micenas, por isso esse período é chamado de Período Micênico, mas também pode ser chamado de Período Pré-Homérico.

Por volta de 1200 a.C., o território grego foi invadido por jônios, eólios e dórios, povos que se misturaram aos aqueus formando os helenos, que são os gregos modernos. Essa invasão marcou o fim do Período Micênico e o início do Período Homérico. Esses povos desmontaram a forma de vida da sociedade palaciana e as cidades passaram a ser mais individualizadas, como as conhecemos, cada família com sua casa e seu terreno. No lugar da sociedade palaciana foi estabelecido nas comunidades um sistema de vida familiar chamado oikos. Nesse sistema o basileu (chefe comunitário) guarda a produção excedente. Com o passar das gerações cada basileu vai se assumindo como rei da sua cidade-Estado. Cada cidade era como um pequeno país com suas próprias leis e governo. Chamamos a todos de gregos, apesar de ainda não haver um país chamado Grécia. Eles tinham em comum a língua grega, a cultura, a religião e a origem genética.

Esses povos que chegaram eram iletrados (não escreviam), pois não encontramos textos em nenhum alfabeto naquela região nos 300 anos seguintes à invasão mas encontramos textos escritos antes da invasão com o alfabeto Linear B. Por outro lado esses povos desenvolveram boa memória para compensar a falta da escrita. É no Período Homérico que surgiram as poesias Ilíada e Odisseia. Essas poesias não eram escritas, mas memorizadas e declamadas por poetas chamados de aedos. Elas só foram escritas a partir do ano de 550 a.C., cada uma rendeu um livro grosso. O período se chama Homérico porque acredita-se que essas poesias foram criadas por um poeta chamado Homero, mas há quem defenda que Homero nunca existiu e que as poesias são a soma do trabalho de vários autores.

Em Ilíada é contada a história da Guerra de Tróia que envolve a história de seus vários heróis participantes. E em Odisseia é contada a história de Odisseu, o herói que teve a ideia de construir o cavalo de madeira que foi usado para ultrapassar os muros troianos. Poseidon, o deus dos mares gostava muito de Tróia e, para se vingar, atrapalhou a viagem de Odisseu de volta para casa, fazendo levar 10 anos.

As cidades-Estado eram compostas por uma área rural, um núcleo urbano onde acontecia o comércio e, a acrópole que era o ponto mais alto da cidade e centro de defesa contra invasões. O território agrícola era dividido entre os cidadãos de forma desigual. Havia uma pequena quantidade de famílias com terras grandes e privilegiadas e uma grande quantidade de pessoas com terras pequenas e de baixa produção. Quando a produção de uma família não era suficiente ela pedia empréstimo às famílias ricas e se não conseguissem pagar o empréstimo ela virava escrava. Outros abriam mão de suas terras para serem humildes funcionários dos mais ricos. Diante das dificuldades em melhorar de vida, vários desses cidadãos pobres procuraram outro lugar para morar e acabaram fundando mais de 150 cidades novas entre os anos 750 e 550 a.C. Esse tempo de expansão de colônias gregas foi o chamado Período Arcaico e é onde destacou-se as cidades-Estado de Atenas e Esparta.

Ainda está com dúvidas? Então assista o vídeo abaixo:

 

 


Luís Filipe é licenciado e bacharel em História pela Universidade de Brasília (UnB), especializado em Metodologia de Ensino de História e Geografia pela UNINTER e História do Cristianismo Antigo, novamente pela UnB.  Além disso, o professor é criador do canal no youtube História rápida, onde explica de maneira descontraída diversos assuntos de história, utilizando games e muito bom humor para ilustrar suas explicações. 

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