Folha de S. Paulo Divulga Estudo Polêmico Sobre Fraudes no Enem

Na última semana o renomado jornal Folha de São Paulo divulgou o resultado de um polêmico estudo sobre fraudes no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A conclusão do levantamento é que existe grande probabilidade de ter havido trapaça em pelo menos 1.125 provas entre os anos de 2011 e 2016.

Conforme esclarecido pela Folha, a pesquisa analisou gabaritos – listas de respostas – de 3 milhões de candidatos no período indicado. Esse universo engloba somente participantes que ficaram posicionados entre as 10% melhores notas, o suficiente para conseguir ser aprovado em universidades públicas pelo Sistema de Seleção Unificado (Sisu) em cursos mais concorridos como Medicina, Direito ou Administração.

A investigação revelou, por meio da comparação da probabilidade de duas ou mais provas possuírem o mesmo padrão de erros e acertos, que os gabaritos são suspeitos por apresentarem diversos grupos com comportamento de respostas muito semelhantes entre si, sugerindo ser “improvável” não ter havido nenhuma forma de golpe nos casos estudados:

Segundo o modelo estatístico desenvolvido pela Folha, a chance de essas provas serem semelhantes apenas devido ao acaso em uma edição do Enem é de no mínimo 1 em 1.000.

Ou seja, seria necessário repetir o exame mil vezes para que duas provas, sem interferência, fossem tão parecidas como os gabaritos suspeitos.

Para se ter uma ideia mais clara do detalhamento do estudo, foram encontrados testes em que os candidatos erraram as mesmas respostas marcando exatamente a mesma alternativa, lembrando que haveria mais três opções consideradas incorretas, uma vez que as questões do Enem trazem 5 alternativas e apenas uma é aceita.

Os dados também sugerem que dentro desse montante de exames pode ter havido cola rudimentar (olhando as respostas de uma pessoa próxima) até esquemas mais desenvolvidos que envolvem transmissão de respostas via ponto eletrônico, por exemplo.

O estudo também traz uma série de infográficos com números e informações mais minuciosas do que as informadas nesta matéria, além de exemplos de candidatos identificados e tentativas de contato com eles, bem como relembra casos de fraudes já confirmadas nas últimas edições do Enem.

Na análise não foram consideradas as 5 questões de língua estrangeira (espanhol ou inglês) de cada ano. As informações são oficiais e foram retiradas do banco de microdados do Enem, lembrando que não mostram nome dos candidatos ou qualquer número de identificação como CPF ou RG.

Clique aqui para ler a reportagem da Folha de S. Paulo na íntegra.

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