Estudando as Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST’s)

Já vimos aqui no Portal infoEnem quais são as formas de prevenir uma gravidez indesejada (leia o artigo). Mas, numa relação sexual, também é extremamente importante se proteger de doenças que podem ser transmitidas pelo contato íntimo, as doenças sexualmente transmissíveis, ou DST’s. Vamos então entender um pouco mais sobre elas.

Dos vários métodos de prevenção da gravidez, o que realmente protege das DST’s é o preservativo comum, ou camisinha, pois não permite o contato entre as partes íntimas e secreções. É importante lembrar que estas doenças também podem ser transmitidas por via oral.

A transmissão por meio de relação sexual é a mais comum, mas também é possível o contágio por meio de objetos contaminados que entram em contato com o sangue, como por exemplo seringas e agulhas, por transfusão de sangue ou de mãe para filho durante a gestação ou durante o parto.

Também chamadas doenças venéreas, elas surgiram há muito tempo e foram responsáveis pela morte de reis, bispos e até papas. Devido à transmissão durante o ato sexual, elas foram associadas à deusa do amor, Vênus e ficaram conhecidas, portanto, com tal nomenclatura. E, ao contrário do que se pensava, não são somente as mulheres que transmitem, as doenças acometem igualmente homens e mulheres.

Os agentes etiológicos são diversos, fungos, vírus, bactérias e protozoários, mas as mais comuns são causadas por vírus e bactérias. O principal exemplo de DST causada por fungo é a candidíase. Dentre as causadas por vírus encontramos AIDS, HPV, herpes e hepatite. Dentre as causadas por bactérias, sífilis, clamídia, gonorreia, cancro mole, Mycoplasma genitalium, doença inflamatória pélvica e donovanose. E a principal causada por um protozoário é a tricomoníase. Vamos então entender um pouco sobre cada uma delas.

Candidíase

A candidíase, causada pelo fungo Candida albicans, caracteriza-se pelo aumento da quantidade do fungo e afeta, na maior parte das vezes, os órgãos genitais femininos.

Tomando remédio e aplicando pomada na área afetada, a doença tem cura. Alguns fatores também podem aumentar o risco de contrair a doença, como por exemplo o uso de antibióticos. Os fungos e as bactérias da região íntima geralmente encontram-se em equilíbrio e, quando o antibiótico é ingerido, pode diminuir a quantidade de bactérias, o que faz com que a quantidade de fungos aumente, causando a doença.

AIDS – Síndrome da Imunodeficiência Adquirida

A AIDS ou Síndrome da Imunodeficiência Adquirida é a DST mais conhecida. Causada pelo vírus da imunodeficiência adquirida (HIV), ela afeta o sistema imunológico, de modo que ele não consegue mais cumprir a sua função de proteger o organismo contra outras infecções e doenças. Com medicamentos antirretrovirais, é possível fortalecer o sistema imunológico, mas a doença não tem cura.

HPV – Vírus do Papiloma Humano

Já o HPV, ou vírus do papiloma humano, afeta a pele e as mucosas e, ao contrário da doença anterior, tem cura. Grande parte das pessoas sexualmente ativas já entrou em contato com o vírus, mas o organismo elimina naturalmente. Nos casos em que o organismo não consegue eliminar o vírus, os sintomas se manifestam, com verrugas e lesões que podem aumentar o risco de um futuro câncer. Para esta doença, existe vacina disponível pelo SUS para crianças de 9 a 14 anos.

Herpes

Já a Herpes caracteriza-se por bolhas que afetam as mucosas dos órgãos genitais masculino e feminino. Remédios são receitados pelo médico para controlar os sintomas, mas a doença não tem cura.

Hepatites A, B e C

Dentre os tipos de hepatite, o tipo B e o C podem ser transmitidos sexualmente. Assim como a hepatite A, caracterizam-se pela degeneração do fígado, mas os tipos B e C geralmente não apresentam sintomas e, para o tipo B, existe vacina.

Sífilis

A sífilis, também chamada de cancro duro, caracteriza-se pelo surgimento de feridas e caroços nos órgãos genitais. Depois de um tempo, as feridas e os caroços somem, mas aparecem outros sintomas mais fortes, chegando até à cegueira e paralisia. Quando o tratamento é feito corretamente, há cura.

Clamídia

A clamídia pode caracterizar-se por sintomas como corrimento e dor ao urinar, mas também pode não apresentar sintomas. Quando não tratada, pode causar infecção no útero e nas trompas, gerando complicações mais graves, até mesmo a infertilidade. Mas quando tratada corretamente, a doença tem cura.

Gonorreia

A gonorreia é semelhante à clamídia, causando infertilidade nos casos mais graves, e é a DST mais comum no Brasil. Da mesma forma que a anterior, se o tratamento for feito corretamente, a doença tem cura.

Cancro Mole

Cancro mole é uma doença mais comum nos homens do que nas mulheres, caracterizada por lesões genitais que podem ser dolorosas e ter secreções. Também chamada de cancro venéreo, ela pode ter complicações mais graves, mas geralmente não ocorrem porque as pessoas que adquirem a doença logo procuram o médico devido à dor causada pelas lesões.

Outras DST’S

  • Mycoplasma genitalium é uma DST semelhante à clamídia e gonorreia e raramente apresenta sintomas
  • A doença inflamatória pélvica ou DIP caracteriza-se por inflamações no útero, nos ovários e nas trompas. Geralmente, as pessoas que contraem esta doença já apresentam alguma outra que não foi tratada corretamente
  • A donovanose caracteriza-se pelo aparecimento de feridas e caroços nos órgãos genitais e o tratamento, assim como nas doenças anteriores causadas por bactérias, é feito com antibióticos
  • A tricomoníase é uma DST que tem como agente etiológico o protozoário Trichomonas vaginalis e tem como sintomas corrimento com odor forte, dor durante as relações sexuais, coceira e inchaço dos órgãos sexuais.

Existem outras DSTs, causadas principalmente por vírus e bactérias, mas estas são as mais comuns e mais importantes para os principais vestibulares. A partir destas, é possível entender como ocorre a transmissão e os principais sintomas, além das formas de prevenção.

É possível observar então que existem muitas doenças sexualmente transmissíveis, o que mostra a importância de utilizar o preservativo, a única forma de prevenir estas doenças durante o ato sexual. Além disso, é importante também tomar as vacinas que existem, como a do HPV e hepatite B, consultar o médico regularmente, sendo o ginecologista no caso das mulheres e urologista no caso dos homens, e conscientizar a população sobre os riscos destas doenças e da importância de se prevenir.

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