Entendendo a Descolonização Pós Segunda Guerra Mundial

No período anterior à Segunda Grande Guerra houve uma disputa neocolonialista. Com seu encerramento, as potências estavam preoucpadas com sua recuperação, possibilitando que as regiões dominadas conquistassem sua independência, como ocorreu na África, Ásia e Oceania.

Descolonização Asiática

Na Ásia, o processo de descolonização gerou conflitos entre colônias e metrópoles e, como esse período caracteriza-se pela Guerra Fria, houve influência dos Estados Unidos e da União Soviética. Um dos conflitos marcantes foi a Guerra do Vietnã, que teve início após a independência da região da Indochina, que era colônia francesa, mas durante a guerra ficou sob domínio japonês. Devido a uma onda socialista que crescia no sul, os Estados Unidos mandaram tropas para defender o capitalismo. O país foi derrotado e o Vietnã, unificado.

Descolonização Africana

Na África, dezenas de países conquistaram sua independência. Entretanto, ao contrário da Ásia, após a Conferência de Bandung, que propunha uma cooperação entre os países afro-asiáticos, a fim de se proteger do domínio das potências, eles adotaram uma política de não-alinhamento, ou seja, não se dividiam em capitalistas e socialistas.

Na África do Sul, após a independência em relação aos ingleses, se instaurou um regime de segregação racial, o apartheid, que gerou grandes revoltas, muitas delas com Nelson Mandela como líder, e só terminaram em 1993.

Árabes X Israelenses

Outro conflito deste período se deu entre árabes e israelenses. Durante a Segunda Guerra, muitos judeus migraram para a Palestina fugindo do Nazismo de Hitler. Foi criado, então, o Estado de Israel na Palestina, para abrigá-los, porém os árabes que viviam no local queriam seu próprio Estado palestino. Desse modo, grandes conflitos começaram a ocorrer. Um dos principais líderes desses movimentos foi Yasser Arafat, o qual participou da formação da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) e assinou um acordo de paz com Yitzhak Rabin, primeiro-ministro israelense. No entanto, este foi morto, diminuindo as possibilidades de estabelecimento a paz. Em 2004, Yasser Arafat morreu e com o novo líder, Mahmoud Abbas, houve a possibilidade de que novos acordos fossem assinados.

Guerra do Iraque

A Guerra do Iraque foi outro conflito iniciado no período. Seu início se deu pela invasão do Kuwait por Saddam Hussein, presidente do Iraque. A ONU tentou intervir com bloqueio econômico, porém não obteve sucesso e decidiu intervir militarmente. Com isso, os Estados Unidos bombardearam a capital do país, Bagdá, até que em 1991 se iniciou uma trégua com o esgotamento das tropas iraquianas. Saddam Hussein resistiu às ordens externas e houve mais ataques norte-americanos ao país.

Em 2001, depois o atentado de 11 de setembro e uma denúncia de que os Estados Unidos tinha um arsenal de armas químicas, George W. Bush iniciou a “guerra contra o terror”. EUA e Inglaterra atacaram o Iraque em 2003, mesmo sem o consentimento da ONU, e Saddam Hussein foi capturado e condenado à morte. Nos anos seguintes, terroristas continuaram fazendo atentados, os americanos não conseguiram encontrar o arsenal que armas do qual “desconfiavam” e fontes extraoficiais afirmam que mais de 100 mil civis morreram durante a guerra.

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