Entenda a Comunidade dos Estados Independentes (CEI)

Recentemente publicamos uma série de artigos sobre Blocos Econômicos, que nada mais são do que associações entre países que estabelecem relações entre si para se integrarem economicamente e socialmente. Hoje estudaremos a CEI, Comunidade dos Estados Independentes. Entretanto, é preciso ter em mente que esta comunidade não é exatamente um bloco econômico, mesmo os países possuindo uma ligação política, econômica e militar.

A Comunidade dos Estados Independentes consiste numa organização entre governos formada por 11 das 15 nações que compunham a antiga União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). Ao mesmo tempo em que ela é semelhante à URSS pela ligação entre as nações, se diferencia daquela na medida em que cada país tem sua soberania.

A CEI foi criada em 1991, após o desmembramento da União Soviética, pelo acordo de Minske e instituída em 21 de dezembro de 1991, pelo Tratado de Alma-Ata, no Cazaquistão. O objetivo inicial foi manter ligado o laço entre os países que integravam a URSS, mas ainda sob forte influência do país mais importante da Comunidade, a Rússia. Foi fundamental para consolidar uma democracia nos países integrantes. A sede da comunidade fica na cidade de Minsk, localizada no país que faz fronteiras com a Rússia e a Ucrânia, a Bielorrússia.

Bandeira oficial da CEI.

Bandeira oficial da CEI.

Os integrantes são: Armênia, Rússia, Bielorrússia, Cazaquistão, Azerbaijão, Tadjiquistão, Quirguistão, Uzbequistão, Moldávia, Turcomenistão e Ucrânia. Existem três países que se negaram a participar do bloco: Letônia, Estônia e Lituânia. A Geórgia participou da Comunidade durante os anos de 1993 e 2009, mas decidiu por sua retirada após a Guerra da Ossétia do Sul, em 2008. Este conflito armado ocorreu entre a Geórgia e a Rússia, que apoiava os separatistas da Ossétia do Sul e da Abecásia.

Os países membros estabeleceram medidas comuns de defesa e de política externa, política de imigração; diálogos nas áreas políticias, econômicas e militares; além de um sistema de democratização comum e de prevenção de crimes. O que impede uma integração mais profunda entre os Estados são as diferenças econômicas, étnicas e regionais, que resultam em diversos conflitos.

Atualmente a Rússia possui uma cadeira permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas e todas as ex-repúblicas soviéticas são membros da Organização das Nações Unidas, a ONU.

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