Enem Permitirá Escolher Áreas de Provas do Segundo Dia

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) permitirá aos candidatos escolher as áreas das provas do segundo dia de aplicação, provavelmente a partir da edição de 2021, conforme novo modelo que foi apresentado nesta terça-feira (20) pelo atual ministro da Educação, Rossieli Soares.

De acordo com a proposta, a avaliação continuará sendo realizada em duas datas, no entanto somente o primeiro dia contará com o conteúdo padrão do ensino médio regular de todo o país (veja aqui), de forma que na segunda data o teste será flexível.

Esta nova versão do exame foi proposta para acompanhar as alterações do ensino médio, cuja Lei foi aprovada no ano passado. Além da formação comum a todos os estudantes, a qual segue definida pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC), também tramita em discussão no Conselho Nacional de Educação (CNE) um formação em área específica que será escolhida pelo próprio aluno.

Nada mais justo que a avaliação nacional de estudantes do ensino médio, o Enem, siga o mesmo caminho da Base Curricular, conforme explicação do próprio representante do Ministério da Educação (MEC):

O Enem tem que ser reflexo do ensino médio que a gente deseja. Se vai ter flexibilidade, o itinerário não é só aprofundamento, são caminhos diferenciados, tem que fazer avaliação desses itinerários.

Desta forma, no dia 1 de aplicação serão seguidos os conteúdos da BNCC, enquanto no dia 2 o tema será a área que tem mais afinidade com a carreira profissional a qual o participante deseja seguir ou pelo menos a que desperta maior interesse.

Quanto a outras implementações no Enem, como por exemplo uma mudança no formato de teste que conta com 180 questões objetivas (45 para cada grande área) e uma proposta de redação divididos em dois dias de aplicação, nada foi mencionado.

Mudanças Dependem de Aprovação Conselho Nacional de Educação (CNE)

Apesar de não dar mais detalhes de outras possíveis mudanças além da mencionada nesta matéria, Rossieli Soares esclareceu que tais alterações, previstas nas novas Diretrizes Curriculares Nacionais do ensino médio, ainda precisam passar pelo crivo do CNE. Ele também afirmou que o plano é decidir pela aprovação da proposta ainda em 2018, para que o novo governo já possa dar início a execução do projeto desde o início do mandato, não havendo riscos de descartá-lo:

A construção da matriz de avaliação, a construção real do Enem e do novo Enem caberá ao novo governo, que deverá, nos primeiros anos fazer um série de construções.

Se confirmada, tal novidade pode, a medida que se torna mais interessante e atraente aos jovens, ajudar a reduzir a taxa de abstenção (percentual de faltosos) no exame, entre outros reflexos positivos. Esta estatística atualmente beira a margem de 30% do total de inscritos confirmados, resultando num grande desperdício aos cofres públicos.

Fonte: Agência Brasil

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