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Os corintianos mais velhos, aqueles que passaram pelo longo período sem títulos (23 anos!) hão de se lembrar do memorável presidente Vicente Matheus. Entre as inúmeras pérolas dita por ele, nas mais diversas situações1, está o célebre agradecimento feito em uma comemoração no clube: “agradeço à Antarctica pelas ‘brahminhas’ que nos mandaram”. O que produziu […]

Existem construções redundantes (ou pleonasmos) bastante claros no idioma, sobre os quais as recomendações e avisos são frequentes. Entre eles, temos “sair para fora”, “entrar para dentro”, “subir para cima”, “descer para baixo” e mais uns tantos que, de tanta recomendação, já se tornaram pouco frequentes (para felicidade dos gramáticos). Há, porém, alguns mais sutis, […]

Mais especificamente Dia da Língua Portuguesa e da Cultura da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. Dia de comemoração? Não… para mim é um dia mais propício à reflexão. Segundo o site (ou sítio, como os portugueses preferem) Mundo Português, “atualmente, 261 milhões de pessoas falam português nos cinco continentes. Em 2050, estimam as Nações […]

Quando estudamos as classes de palavras, vemos que existem algumas (substantivo, adjetivo, artigo, numeral, pronome e verbo) que são variáveis e outras (adverbio, preposição, conjunção e interjeição) que são invariáveis. Isso, na prática, quer dizer que, ao empregarmos as variáveis, elas podem ter alterações (flexões) e são empregadas numa forma diferente daquela apresentada pelos dicionários. […]

Quando estudamos estilística, e mais especificamente as figuras de linguagem, encontramos, entre as figuras de construção, a chamada anáfora. A definição de anáfora, de modo bem simples, aparece nas obras de referência como sendo a repetição “de uma ou mais palavras no início de duas ou mais frases ou de dois ou mais versos sucessivos […]

Tenho refletido muito, e já há algum tempo, sobre a relação entre os elementos do título. Vários estudos sobre psicologia da educação se debruçaram, e ainda o fazem, sobre os processos de aprendizagem e a memória humana. A memória humana é fundamental na compreensão oral e escrita, no cálculo e no raciocínio, exercendo um papel […]

Lendo com meus alunos um soneto de Antero de Quental, nós nos deparamos com uma palavra cujo emprego soou estranho para eles no contexto: Sonho que sou um cavaleiro andante. Por desertos, por sóis, por noite escura, Paladino do amor, busco anelante O palácio encantado da Ventura! Mas já desmaio, exausto e vacilante, Quebrada a […]

Nos tempos do jogos liberados e cassinos em funcionamento no Brasil, muitas pessoas arriscavam seu dinheiro nas roletas, tais quais vemos e filmes e documentários sobre Las Vegas, por exemplo. E para exemplificar como a deusa da Fortuna (Tiké, em grego) é volúvel, segundo alguns, ou cega, segundo outros, Nelson Rodrigues imortalizou esta canção: ‘Jogo […]

“O ano passado passou tão apressado Eu sei que foi um corre-corre-corre danado O ano inteiro eu passei sem dinheiro Eu sei que foi um tal de segurar essa peteca no ar Como se fosse empinar papagaio (…)” (https://www.vagalume.com.br/rita-lee/corre-corre.html) Nessa música a Rita Lee empregou uma palavra composta formada pela repetição do verbo, verbo esse que foi substantivado pela presença do artigo diante dele. O sentido do termo é ‘correria’, ‘afobação’. Nesse contexto, o ano então teria sido uma correria. Mas e se fosse mais de uma correria? […]

“Deixa eu entrar dentro do seu coração Descobrir pouco a pouco a paixão(…)” (https://www.vagalume.com.br/avenida-brasil-novela/voce-de-mim-nao-sai-luan-santana.html ) “O que é imortal Não morre no final E se distante é assim… Isso não vai ter fim” (https://www.vagalume.com.br/sandy-junior/imortal.html ) Esses dois casos de combinação de palavras nos versos das músicas apresentam uma redundância, um excesso de palavras, já que […]

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